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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Amor Está Esperando



Uma garota destruída pelos fantasmas do passado. Uma chance de recomeçar. Uma história de amor, fé e redenção. A resenha de hoje é sobre o maravilhoso livro "O amor está esperando", da autora Larisse Soares.

Lucy Souza é uma jovem bela e inteligente, amiga e companheira daqueles que a cercam, mas nem tudo em sua vida são flores. Ela esconde um passado triste, um trauma que a fez desistir do amor e culpar Deus por tudo. Sua família e seus amigos tentam tirá-la desse mundo de tristeza e amargura no qual mergulhou, mas tudo parece em vão... até que Lucy conhece Adam. O rapaz vai mexer com as emoções da menina, porém, poderá esse sentimento sarar todas as feridas?


Lucy convive com grandes traumas do passado. Essas feridas determinaram a sua forma de viver. Ela se fechou para o mundo, não suporta a ideia de viver um relacionamento e utiliza uma personalidade agressiva para repelir qualquer um que ouse se aproximar dela.

"- Você devia tentar ser mais doce às vezes.
Dei um beliscão no braço dele e ele sorriu, passando a mão no braço.
-Ai! Essa doeu.
-Não nasci para ser doce."

Adam chegou ao Brasil sabendo que este era um plano de Deus, que algo maior estava reservado para ele. Entrar em um relacionamento não estava em seus planos para a passagem pelo país, mas desde a primeira vez que viu Lucy, soube que ela era a mulher destinada a ele.
Para conquistar o coração de Lucy, ele terá de percorrer um longo caminho, provando a ela que um futuro feliz pode fazer parte da sua vida.
Uma história de amor, perdão, recomeços e do poder de transformação que o amor de Deus tem em nossas vidas.


Lucy teve uma vida difícil, sua infância foi marcada pela separação dos pais e isso deixou marcas expressivas na sua personalidade. Ela não acredita em casamento, na união entre homem e mulher. Acha que qualquer um do sexo oposto irá traí-la e machucá-la, então aposta todas as suas fichas em se tornar uma mulher independente.
Faz o possível para dar orgulho a sua mãe e tem uma boa relação com seus amigos Lais e Mateus, mas seu relacionamento com os demais é complicado. Ela não se sente pronta para compartilhar os segredos do seu passado e não consegue confiar em ninguém. Até o amor a Deus deixou de fazer parte de sua vida, pois acredita que ele poderia tê-la livrado de tanto sofrimento.
Tudo muda quando conhece Adam, que além de lindo, ele tem uma personalidade incrível: carinhoso, compreensivo, confiável, divertido. Tudo que Lucy, mesmo no seu subconsciente, sempre sonhou em um homem para viver ao seu lado.
Adam começa a congregar na mesma igreja que Lucy frequenta. Mesmo percebendo a resistência dela, ele sente que ela é a garota certa para amar pelo resto dos seus dias. Quanto mais tempo passa ao seu lado, mais ele descobre a menina incrível por baixo da máscara de indiferença. Entra fundo em seus segredos e se apaixona cada vez mais.
  
"Você já teve a sensação de estar no seu corpo e ao mesmo tempo não estar, como se você flutuasse além das nuvens? Essas eram as sensações que ele me trazia. Um bem-estar sem igual."

Mas será possível que alguém tão machucado, a ponto de virar as costas para Deus, seja capaz de amar e compartilhar sua vida com outra pessoa?


Esta história me surpreendeu do início ao fim. A história de Lucy é triste e chocante. Ao descobrir seus segredos, uma tristeza imensa tomou conta de mim. Não era nada do que esperava e com um trauma tão grande, cheguei a pensar que ela jamais se libertaria.
Este livro trata do amor de Deus. De como ele pode curar até as feridas mais profundas.

"No entanto, como Pai  Ele sabe que seus filhos podem escolher não viver  perto da sua proteção. Esse é o ciúme de Deus: um amor que liberta , e não aprisiona."

A resistência e falta de fé que Lucy demonstrou foi preocupante, mas ao longo do livro  tudo fica mais claro. Quando coisas ruins acontecem na vida das pessoas, é comum que elas se voltem contra Deus. Aliás, ele pode livrar de tudo, não é mesmo? Sempre temos de culpar alguém por tudo que acontece de ruim em nossas vidas. Este foi o pensamento de Lucy, e foi isto que a destruiu aos poucos.

"Ninguém tem culpa pelo o que houve com você. Ninguém precisa beber do mesmo copo de amargura de que você insiste em provar todos os dias. Quer ser infeliz tudo bem, mas não culpe ninguém por isso."

Ela já não se conhecia, vivia nas sombras, envolta em uma tristeza constante provocada pelas dolorosas lembranças. Foi a dor que definiu quem ela era e como iria viver. Cercada por medos e inseguranças. Pelo julgamento das outras pessoas. Lucy simplesmente não imaginava que poderia ser feliz.
O encontro com Adam desperta  nela o desejo de ser mais que alguém consumida pela dor., vendo nele uma saída para o deserto que sua vida se tornou. Mas não é o amor de Adam que a salva. É o amor de Deus que a liberta de todas as dores, todas as tristezas, todos os traumas.

"Aquela mulher com jeito de menina me desarmou, tomou meu coração de mim, fez-me sentir como um menino em dia de chuva."

É através de Deus que ela se livra de tudo que a atormenta desde a infância e tem a chance de trilhar um novo caminho. Esta é a mensagem que o livro nos traz, de que o amor que Deus tem por nós é a chave para a nossa felicidade. Mas a única forma de alcançá-lo é abrindo nosso coração e aceitando tudo de bom que ele nos reserva.
A escolha está em cada um de nós, e mesmo enquanto estamos perdidos sem saber o melhor caminho a seguir, beirando o desespero e desacreditados em melhores possibilidades para o futuro, o amor estará sempre esperando para nos provar que nas mãos de Deus tudo é possível.

"Um pássaro triste, sem poder voar, sem vontade de cantar. Agora eu estava livre."

A escrita de Larisse é encantadora. Ela tem o dom de tocar o leitor profundamente com as palavras. Em vários momentos do livro não consegui conter as lágrimas, em muitos outros os sorrisos tomaram conta de mim. A autora consegue descrever com destreza a linda amizade entre Lucy, Mateus e Lais, A relação de amor e companheirismo entre ela e sua mãe, toda a trajetória entre ela e Adam até se apaixonarem. Tudo de forma leve e agradável. Mas o que mais me chamou a atenção foi a forma como a autora trata da mensagem que quer passar, em como faz com que o leitor sinta o amor de Deus em sua vida e consiga refletir sobre tantas coisas que os afastam dele.

"Desde criança, aprendi que Deus havia criado todas as coisas, e eu acreditava nisso. Que pessoa seria capaz de fazer algo tão lindo como o mar? Que pintor seria tão habilidoso para desenhar os céus em toda a sua imensidão e as nuvens que flutuam sobre ele, como grandes pedaços de algodão? Há quem diga que foi uma explosão. Mas que explosão tão inteligente foi essa que fez as flores crescerem, a chuva cair do céu e as aves voarem? Por isso creio, sim, que Deus é o autor de toda a criação."

Um dos melhores livros que li em 2016, e que certamente ficará guardado em meu coração. O amor de Deus é lindo e estará sempre a nossa espera. Recomendo a todos. Se emocionem com a história de Lucy e Adam. Certamente não irão terminar este livro da mesma forma que começaram. Ele tem um poder transformador. Simplesmente maravilhoso.

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Título: OAmor Está Esperando
Autor: Larisse Soares
Editora: Novo Século
Ano: 2016
Páginas: 225

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O inverno que não acabou e outros contos

A beleza e obscuridade do cotidiano são descritos nos contos deste livro. A resenha de hoje é sobre o livro “O inverno que não acabou e outros contos” do autor Adriano de Andrade.

Um homem lutando contra as suas – amargas – lembranças; um psicopata oculto perturbando sua vítima em um cenário obscuro; dois mundos distintos que seguem caminhos paralelos e quase se cruzam; um erotismo imaginário preenchido com sofrimento alheio; o sonho perdido de uma criança e o vício na vida de um gênio. Elementos que compõem as narrativas curtas deste livro; uma seleção de contos para colocar suas sensações à flor da pele. Em um universo que percorre diferentes cenários relacionados às aflições que cercam o indivíduo, O inverno que não acabou e outros contos revela a eterna alternância dos sentimentos que resumem a esperança e a descrença na atitude humana.



Esta obra é a tradução da vida humana, dos sentimentos que acompanham nossos dias, fatos que nos deparamos. Nela é possível observar a dinâmica dos relacionamentos amorosos e familiares, o desespero, a ganância e muitos outros.

“Coincidência ou não, era exatamente disso que eu precisava. Ser redescoberto. Ou me redescobrir. Tanto faz.”

Escrito de forma clara e agradável as situações mais comuns são retratadas, escavando as emoções humanas e expondo a forma como elas afetam as pessoas. O livro não é focado em polemizar, embora alguns assuntos tratados possam ser considerados polêmicos, mas sim nos momentos mais corriqueiros, tanto bons, como ruins.

“O que eu realmente queria era deixar meu passado em algum lugar, distante e guardado, para que ninguém mexesse nele, como se isso fosse possível.”

Violência doméstica, ciúmes, decepções, escuridão, pobreza, vícios, loucura, sedução, abandono, nostalgia, reencontros são alguns assuntos tratados nestas páginas.

“(...)As coisas são cíclicas, precisam sempre de renovação.”

A linguagem leve possibilita uma leitura diferente. Posso afirmar que de todos os livros de contos que já li este foi o que mais me cativou.
Atribuo isso ao equilíbrio entre humor e descontração para tratar de assuntos sérios, e mesmo nos contos mais sombrios, a linguagem ainda se sobressai, engrandecendo a experiência do leitor.
O autor soube mostrar todas as belezas do dia-a-dia que acabam se perdendo na correria diária. E também o quanto a mente humana pode ser sombria e assustadora em determinados momentos.

“Estranho como as coisas mudam de repente. Mas não dá mudar assim tão rápido.”

A vida corrida, quase sempre na busca pela materialidade, nos atinge com uma cegueira temporária seletiva. Enxergamos o que fazemos e vivemos, mas não o que tudo isso significa.

“Encontrou no mar um confidente de paciência inesgotável.”

Perdemos o tato de apreciar a obra de arte que é a nossa jornada na terra. Não deixamos tempo para observar a verdadeira beleza ao redor.

“A vida começa de forma mágica.”

E é isso que Adriano nos traz: que podemos tirar algo interessante desses momentos que passam despercebidos.

“Nenhum pesadelo é tão ruim que os olhos não o façam piorar.”

Os meus contos favoritos foram: Conversa de asfalto, que usa seres inanimados para ilustrar os ciclos da vida, e Roda de amigos, que fala sobre reencontros e aceitação. Sobre a importância de respeitar os semelhantes.

“As marcas que você carrega revelam o quanto você foi útil na vida de muita gente.”

A capa dá uma ideia de um livro sombrio, e embora alguns contos possam ser considerados perturbadores, não há apenas este formato, logo irá agradar um público mais vasto.

“As janelas batiam por conta de um vento inquieto e raivoso, disposto a varrer minhas memórias daquele lugar.”

Recomendo a leitura. Aproveitem a leveza e beleza dessa obra e reflitam sobre aquelas pequenas coisas que nos esquecemos de pensar no dia-a-dia, mas são extremamente importantes.

“Quer sentir felicidade amanhã, é só imaginar o que tá acontecendo hoje.”

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Título: O inverno que não acabou e outros contos
Autor: Adriano de Andrade
Editora: Novo Século
Ano: 2015
Páginas: 144

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Campeões de Gaia

Uma fantasia capaz de fazer uma fã de romances, como eu, se render e viciar na história. Merece uma salva de palmas e muitos novos leitores. A resenha de hoje é sobre o primeiro livro da Trilogia dos Três Domínios,  “Campeões de Gaia”, do autor L.L. Stockler.


 “Que as estrelas iluminem o caminho.”

Há cerca de quatrocentos anos, Celo, deus-pai e senhor dos céus, teria designado uma família para governar toda Gaia e instaurar sua ordem divina. Sobre as cinzas de seus inimigos, os Draconem então construíram o maior e mais vasto império já visto, dominando a tudo e a todos, como lhes era de direito.
Quando seu pai morre trinta e cinco anos após a Rebelião de Krallik, Kayla percebe que não havia mais nada que a prendesse à pacata fazenda onde crescera no interior de Jardinsul. Ela estava livre para explorar o mundo, que até então conhecia apenas pelas páginas de livros, e gravar seu nome na História. Determinada sua partida, Trevor, seu leal amigo, não vê escolha se não segui-la e descobrir, junto dela, o seu próprio destino.
Entretanto, a dupla logo aprenderá que a realidade pode ser mais dura do que contavam as histórias, que sequelas de séculos de disputas podem ser fortes o bastante para pôr em xeque a paz imperial, e consigo a vida de todos os habitantes de Gaia.



Com a morte de seu pai, Kayla não vê sentido em continuar na pequena vila sem nome do interior da província de Jandirsul. Ela não tem mais família, nada a prende naquele lugar, a não ser seu melhor amigo, Trevor. Kayla tem uma sede impressionante de explorar o mundo, conhecer tudo aquilo que só viu nos livros, desvendar o oculto e marcar seu nome na história.
Trevor é feliz onde vive, com sua vidinha pacata e sua bela família. Ele poderia terminar seus dias ali, mesmo que não tenha sido esse o destino traçado para ele. Mas como pode ver Kayla partir? Como continuar em paz deixando sua melhor amiga se afastar, talvez para nunca mais voltar? Como aceitar que a deixou desbravar o mundo sem sua proteção?
Embora ali fosse um lugar feliz, Trevor sabia que teria que partir. Entrar nessa aventura com Kayla, enfrentar os perigos do mundo, e neste processo, descobrir quem ele realmente é.
Partindo, os dois amigos encontram muitas aventuras, tornam-se mercenários, enfrentam bandidos, duelam. Eles estão tendo a vida que sonharam, destemidos e corajosos, enfrentando todos os perigos para, um dia, serem lembrados.

“A vida não são flores, menina.”

Porém a vida no poderoso Império Draconem pode ser muito mais perigosa do que eles pensavam. E subitamente os jovens se veem envoltos em uma disputa de poder regada a sangue, violência e vingança. Esta é a grande chance dos dois escreverem seu nome na história de Gaia, mas antes disso, eles terão de lutar para permanecerem vivos.

“O mundo se estende diante de vocês, basta esticar a mão e pegá-lo.”


Uma aventura fantástica recheada de ação, perigos e traições. Campeões de Gaia é aquele livro que te prende e te leva para dentro da história, que te permite viver junto com Kayla e Trevor todas aquelas aventuras eletrizantes.
Ambientado no Império Draconem, podemos acompanhar como era a vida neste tempo fictício. Os valores da população, a rotina dos mercenários e aventureiros, as disputas por poder, o descontentamento do povo, as rebeliões e injustiças.
Kayla e Trevor viviam tranquilamente em uma pequena província e tinham a garantia de segurança naquele pequeno povoado. Trevor poderia passar anos assim, cuidando de suas terras, perto da sua família. Porém Kayla não pensava da mesma maneira. Sua família já havia partido e nada a segurava ali.
Ela queria conquistar o mundo, marcar seu nome na história, viver todas as aventuras que ela só tinha presenciado nos livros. Uma menina de personalidade forte. Muitas vezes suas escolhas e atitudes podem chocar o leitor. Ela é extremamente fria e calculista, faz aquilo que tem que fazer, seja partir da sua cidade natal ou tirar a vida de alguém. Ela não tem reflexões sentimentalistas, simplesmente faz o que acha que é correto. Esse jeito polêmico pode dividir opiniões, alguns leitores podem achá-la inconsequente, eu a achei genial. Amei a personagem, sua coragem e ironia, fazendo tudo conforme sua cabeça manda. Encarando os perigos sem medo, convicta de que tem força suficiente para vencê-los.

“Para ela, a morte era tão necessária à vida assim como a noite era ao dia. A morte é o destino dos vivos e ponto final.”

Trevor é o oposto de Kayla. Ele é aquele bom moço, responsável. Mesmo sendo feliz na sua terra, não aguenta ver Kayla partir sozinha e embarca nessa viagem com o intuito de protegê-la, somente isso já diz muito sobre seu caráter.
Um garoto bonzinho que vive diante da moral e dos bons princípios, comprometido com sua honra, fazendo sempre o que é certo. Não consegue realizar algo sem pensar em como isso afetaria aos que estão ao seu redor.
A amizade entre os dois é linda e verdadeira. Um está preparado para dar a vida pelo outro. As personalidades extremamente diferentes se completam e os tornam inseparáveis. Mesmo enfrentando grandes perigos, juntos eles têm força para sobreviver.

A jornada desses dois amigos é intensa. A cada dia eles encontram dificuldades maiores, aventuras mais perigosas. Tornam-se mercenários e aceitam trabalhos que a maioria rejeitaria, lutam contra bandidos, rebeldes, seres místicos. Além de toda a ganancia por poder que eles presenciam. O que as pessoas fazem nessa busca cega por domínio e riqueza no livro é tão cruel. O povo sofre tanto e o mais triste de tudo isso é ver que a nossa realidade é semelhante: repleta de governantes corruptos buscando uma melhor qualidade de vida e massacrando a população para alcançar este fim.

“Eles mentem para si próprios. Negam a realidade que se estende à sua frente. Negam a revolta que queima ao seu redor. Negam a desigualdade fomentada ao seu lado! Negam que são os verdadeiros causadores deste estigma que tanto envenena e destrói a sociedade! Preferem apontar o dedo e jogar a culpa para o primeiro coitado que encontrarem do que encarar os fatos.”

Uma leitura sensacional. Não sou a maior fã de fantasia, mas este livro conquistou meu coração, entrou para os meus favoritos e me fez ver com outros olhos este gênero.
Tenho certeza que L.L. Stockler andou tomando chá das cinco com George R. R. Martin, porque aprendeu direitinho com ele a melhor forma de conquistar, destruir e reconquistar o coração do leitor.
Recomendo a leitura aos fãs de fantasia e também aos iniciantes nestes universos fantásticos. Certamente as aventuras de Kayla e Trevor serão uma iniciação perfeita para vocês, arrebatando corações e adquirindo novos fãs. Ansiosíssima pelo próximo volume da trilogia! *-*

“Serão o suficiente quando puderem derrotar cem inimigos sem derramar uma gota de suor, quando moverem montanhas com as mãos e se tornarem verdadeiros campeões de Gaia. Só então serão o suficiente para todos os perigos que a vida é capaz de lhes impor.”

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“Mais vale uma vida curta e boa do que uma longa e entediante.”

“Sorte é para os fracos.”

 “Acho que você tem o direito de se portar como um babaca quando se é um príncipe.”

“-A corrupção está longe de ser uma questão de tempo (...). Apenas diz respeito ao preço, basta pagar-lhes a moeda certa.”

“O direito é uma ficção criada pelos governantes para justificar o próprio governo.”



Título: Campeões de Gaia
Autor: L.L. Stockler
Editora: Novo Século
Ano: 2016
Páginas: 318

sábado, 22 de outubro de 2016

Rebirth - Os novos titãs


A resenha hoje é uma aula de mitologia, os fãs dos deuses e suas culturas não podem perder esse incrível romance recheado de ação, romance e aventura. Conheçam a obra de Bianca Landim, mais uma autora nacional incrível.




Sinopse:


Quatro crianças foram postas nos caminhos imortais dos deuses do Olimpo e, delas, uma nova geração de titãs surgiu, mostrando-se incrivelmente mais poderosa que os primeiros titãs – derrotados por Zeus e seus irmãos –, e até mesmo que os próprios deuses! Missões lhes foram atribuídas e mundos imortais foram conhecidos, dando-lhes sabedoria, poderes e novos aliados. Acima de tudo isso, o amor único foi alcançado e suas origens, desvendadas, fazendo dos titãs uma nova ordem no Olimpo, com Zeus e os outros deuses, conhecidos como os Doze Olimpianos.
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“Num momento crucial dos imortais, conhecido como Titanomaquia, Zeus enfrentou e venceu seu pai, Cronos, destronando-o da regência do mundo fantástico dos imortais e tomando-o para si. Com a ajuda de seus irmãos criou o Olimpo. Muitos titãs foram aprisionados nesse novo mundo devido às suas alianças com Cronos; outros perderam seus poderes e se tornaram mortais. Poucos foram os que se aliaram aos deuses e permaneceram a salvo. Entretanto, Zeus sabia que os aprisionados um dia se revoltariam e que Cronos se beneficiaria desse momento. Para que isso não acontecesse, uma reunião com os Doze Olimpianos fora feita e nela decidiu-se algo que mudaria o mundo dos imortais para sempre.”

Quando as moiras, responsáveis por tecer o fio da vida, revelaram aos deuses que num futuro próximo Cronos retornaria em busca de vingança e que quatro crianças estavam destinadas a serem os novos titãs, sendo que apenas eles teriam poderes suficientes para combater a fúria do deus Supremo, Ártemis, Apolo, Ares e Hefesto sabiam que teriam uma missão pela frente.

Dividido em três partes, o romance de Bianca Landim nos dá uma aula sobre Mitologia! E após o final da leitura, me peguei pesquisando o que era real e o que era parte da fantástica história de criada pela autora.

A primeira parte de Rebirth, se passa Grécia, cerca de 1.200 A.C.

Dezoito anos após a revelação das moiras, somos apresentados aos novos titãs: Celes é aprendiz da deusa Ártemis, deusa da caça; Discórdia aprende todas as artimanhas da guerra com Ares; Solaris é aprendiz de Apolo e Pyro, de Hefesto.

Inevitavelmente, Celes e Solaris se apaixonam, mas o amor é algo proibido para a protegida de Ártemis, já que a castidade é regra de seu treinamento como amazona; porém, o amor que um nutre pelo outro é maior do que os obstáculos que eles sabem que precisarão enfrentar e não medirão esforços, passando por cima do que for necessário para tornar esse amor possível.

Mas a beleza da Amazona não chama a atenção apenas de Solaris, Como previsto pelas mouras, no momento certo a origem dos titãs seria conhecida, e ao descobrir a verdadeira origem de Celes, Cronos ressurge para tentar aproveitar-se do poder que a menina demonstra e fará de tudo para conseguir o que quer, pois sabe que é a oportunidade perfeita para criar um ser superior a Zeus, seu filho.

Diante do risco que Celes corre quando Cronos finalmente consegue se aproximar, Solaris desperta um poder do qual nem ele imaginava ter e em suas mãos está a chance de finalmente se livrar de Cronos.

Mas os problemas dos titãs não param por aí. Após um longo tempo, ao menos para os mortais, já que a história passa a ser contada no Cairo de 1922. Zeus, Ares e Solaris encontram-se disfarçados em meio aos mortais na busca de resolverem um mistério, após uma escavação e alguns outros acontecimentos, o elmo de Hades acabou sumindo, assim como os chamados “vasos canopos”,  dos deuses egípcios, responsáveis estes por guardarem órgãos humanos no processo de mumificação. Quando em Asgard, o martelo Mjolnir de Thor também é roubado, os titãs sabem que um desafio está em suas mãos, pois a volta de um deus há muito esquecido, que consegue evocar um poder capaz de destruir todos os deuses, ameaça o eterno descanso dos seres supremos.

Após muitas batalhas e ação e já em nosso tempo presente, somos levados à Índia do ano de 2012, onde os deuses hindus se mostram presentes. Aqui, um antigo inimigo retorna com um poder devastador e seu único desejo aniquilar todos os deuses existentes. Para isso, os titãs e os deuses de todas as mitologias se unirão para tentar combatê-lo, contando ainda com o incrível poder dos filhos de Celes e Solaris. (eu disse que esse amor era imortal, não disse?)

O que Bianca nos dá em todas as três fases de sua história é uma mistura de ação e romance da qual nunca havia presenciado em um livro. Minha falta de conhecimento sobre mitologia me sentir vontade de ler mais e mais sobre esses incríveis deuses, sendo até um pouco desnecessário, já que Bianca conseguiu apresentar o mundo e os costumes de todos eles com uma precisão enorme.

O romance nacional mais uma vez se mostra de uma qualidade incrível. A própria experiência da autora, ao conhecer os lugares nos quais o Rebirth foi ambientado, nos serve com uma viagem ao redor do mundo, proporcionando ao leitor uma das maiores alegrias que as histórias podem oferecer: viajar sem sair do lugar.

  Título: Rebirth - Os novos titãs
  Autora: Bianca Landim
  Ano: 2015 / Páginas: 366
  Editora: Talentos da Literatura Brasileira / Novo Século

Conheça a autora



Foi por meio da história, dos idiomas e das culturas estudadas que Bianca Landim concluiu a faculdade de Turismo. Os personagens deste livro surgiram em 2008, depois de uma viagem à Grécia. Ganharam retoques anos depois, quando foi a vez de o Egito ser visitado. A última etapa da jornada foi a Índia, onde viajou de trem por oito dias. Atualmente, Bianca mora com os pais no estado do Rio de Janeiro.

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sábado, 10 de setembro de 2016

Um Novo Começo Para Kathy

Essa semana, vamos falar de um romance juvenil. Uma história lindinha e fofinha demais, assim como sua autora, Andressa Schmidt. Parte da nova geração da literatura brasileira, Andressa começa muito bem sua carreira lançando “Um novo começo para Kathy” pela editora Novo século.


É sempre difícil começar de novo. Ainda mais quando você deixou de acreditar no amor...
A vida de Kathy sofreu uma reviravolta das grandes. Ela mudou de cidade e ainda está tentando superar uma desilusão amorosa. A garota duvida de que um dia irá encontrar o cara certo.
Com a ajuda de novas e maravilhosas amizades, Kathy reacende a esperança de dar a volta por cima e redescobrir o amor. Mas uma presença indesejada pode atrapalhar tudo...




Kathy teve uma decepção amorosa, ela entregou seu coração para um idiota que não soube valorizar seus sentimentos. Agora ela sofre pela dor do primeiro amor (quem nunca?), mas tem uma chance de recomeçar.

“Deixa seu coração ser livre, aproveita a vida. Se você tiver que sofrer de novo, você só vai saber se for em frente. Tente. Arrisque.”

Com a mudança de cidade ela ganha a oportunidade de partir do zero, deixar todas as coisas ruins para trás e se abrir para tudo de maravilhoso que essa nova fase pode trazer para a sua vida.
Claro que ela também deixa coisas boas na sua antiga cidade, como a melhor amiga Alice, mas na nova escola reencontra um grande amigo, Rob, que lhe apresenta a um novo grupo.
Khaty, Rob, Emily, Ashley, Melanie, Nicholas, John e Christopher logo iniciam uma amizade incrível. Juntos ela passa a esquecer de todas as coisas ruins do passado e aproveitar o clima da cidade nova e dos novos amigos.

“Com certeza, eu sabia que eles eram amigos de verdade, amigos para levar pela vida toda.”

Tudo lindo, tudo bacana, tudo legal, e então quem aparece? Sim, o idiota! Ian acaba se mudando para a mesma cidade que ela e pode atrapalhar seu recomeço.

“Preparada estou, porém para provar que eu posso ser melhor do que você pensa.”

O que fazer quando os fantasmas do passado voltam para assombrar nossos bons momentos?


Quem não lembra com carinho da adolescência? Do primeiro amor? Dos primeiros conflitos? As dúvidas sobre o futuro?
Tudo isso é muito intenso nessa época. As decepções parecem nos destruir por dentro. Após chegar à idade adulta olhamos para o passado e achamos todos nossos dramas algo pequeno demais. Mas não era assim naquele tempo.
Kathy está passando por todos esses momentos ruins, foi desprezada pelo garoto que amava, está enfrentando diversas mudanças: uma nova escola, novos amigos, lugares diferentes. Tudo isso pode confundir uma pessoa, mas para ela todas essas mudanças foram positivas.

“Era normal estar totalmente maluca com um sentimento tanto quanto eu estava naquele momento?”

Às vezes precisamos nos afastar de coisas que nos fazem mal, respirar novos ares, conviver com novas pessoas. Dar uma chance para nossa alma entrar em sintonia com o nosso coração e assim nos indicar o melhor caminho para seguir.
Ela teve ajuda, tem uma família amorosa e protetora que faria qualquer coisa pelo seu bem estar, tem amigos verdadeiros que estão de prontidão para ajudá-la, enxugar suas lágrimas e reconstruir sua vida. Até conheceu alguém que faz com que seu coração bata mais forte, mesmo que ela tenha pensado que ele não seria capaz de acelerar assim novamente depois de todo o sofrimento que passou.

“Uma vez ouvi falar que cada um faz seu próprio destino, então apenas cabe a nós mesmos saber o que vamos querer para nossa vida no futuro.”

Mesmo com tudo isso, a vida seguia seu curso, e sabemos que nem tudo são flores. O ex de Kathy chega à escola, ao seu convívio e à sua vida novamente. Disposto a recuperar sua atenção custe o que custar. (Cara chato do caramba)
O único personagem que detestei foi o Ian. É um garoto mimado e infantil que acha que pode ter tudo o que quer. Meio maluco e sem noção. Até percebi algumas tendências psicopatas que mereciam atenção.

“Depois que as pessoas se desapaixonam, elas enxergam os erros das outras.”

Fiquei com dó da Kathy. Tudo parecia tão difícil e complicado para ela, as coisas não fluíam. Ia tudo bem e do nada algo acontecia. Aoow sofrência (juvenil. Existe também!).
O livro é indicado para todos os adolescentes. É uma narrativa fluida e bem atual, de fácil compreensão e que prende até o final. Recheado de cultura pop (tenho certeza que vocês irão adorar a playlist do livro), e também de conflitos reais.
Quem nunca sofreu com o primeiro amor? Talvez não tanto quanto a Kathy, tadinha, mas ainda assim já passamos por isso. Foi uma leitura cheia de lembranças e saudade.
Parecia difícil, mas era tão mais fácil naquela época. Depois dos 18 já começa a desandar. Com os 20 o tempo voa. Terminou a faculdade? Sinto muito! Pagou o primeiro imposto? Vai se acostumando. E por aí vai. Então vale muito a pena relembrar essa fase e viver, mesmo que entre as páginas, essas deliciosas aventuras.

“Tudo está bem quando acaba bem.”

Essa nova geração está de parabéns, são a garantia de que a literatura nacional só tem a crescer. Que seja o inicio de uma carreira promissora para a autora, que certamente irá surpreender mais a cada livro, mostrando seu amadurecimento na visão do mundo.
Compre o livro clicando aqui.



Título: Um Novo Começo Para Kathy
Autor: Andressa Schmidt
Editora: Novo Século
Ano: 2016
Páginas: 126

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#LSR Entrevista - Alma Cervantes

Vamos a mais uma entrevista?
Hoje é o dia de conhecer o autor Alma Cervantes, autor do mistério policial "Se arrependimento matasse", lançado pela editora Novo Século.









 Alma Cervantes é admirador da Língua Portuguesa desde a infância e grande fã dos romances policiais de Agatha Christie. Faz sua estrei na literatura com a obra " Se Arrependimento Matasse".












LSR:  O que lhe fez querer ser um escritor?
ALMA: Acabei me tornando escritor quase sem querer. Costumava ouvir sobre pensar histórias e escrever, mas nunca tive vontade. Certo dia considerei melhor pensando “por que não?”, e assim comecei a escrever Se Arrependimento Matasse (meu primeiro livro e mistério policial). Com pouco tempo de escrita, já nas primeiras páginas, percebi que gostaria de levar mais a sério.


LSR:  De onde vem a inspiração para escrever?
ALMA: Não funciono à base de inspiração... Trabalho com muita dedicação ao pensamento e à reflexão, pensando sobre a história e tentando ao máximo possível ser fiel à essência dela.


LSR:  Tem alguma rotina para escrever, algum elemento que se tornou parte fundamental do processo criativo, como música, por exemplo?
ALMA: Sim! Inicialmente não conseguia me concentrar bem com música, mas passar tanto tempo escrevendo não me permitia ouvir músicas o quanto queria. Passei a unir as duas coisas e hoje não consigo mais escrever sem música (costumo ouvir músicas de acordo com a parte da história em que trabalho). Também sempre acompanhado de uma xícara de chá preto, e minha rotina de escrita é sempre às madrugadas.


LSR: Como a literatura entrou na sua vida?
ALMA: Sempre fui um tanto apegado à escrita e à gramática. Além disso, meus pais sempre me incentivaram a ler desde criança.


LSR: Quais autores são referências para o seu trabalho?
ALMA: Não costumo utilizar inspirações de outros autores nos meus escritos, mas alguns que marcaram minha vida foram Agatha Christie e uma história de um autor japonês, Ryukishi07. Mas os bons autores são inúmeros, tanto nacionais como internacionais, e eu poderia citar muitos outros.


LSR: Como enxerga o mercado literário nacional atualmente?
ALMA: O mercado literário no Brasil é muito difícil. Editoras dão pouca importância a autores iniciantes ótimos e cheios de merecimento. Muitas pessoas leem pouco ou nada, e o país também não tem o costume de ler livros digitais em comparação com outros. Porém, a situação tem melhorado, e há muitos blogueiros ótimos que funcionam como a melhor maneira de apoio atual.


LSR:  Como foi o processo de publicação das suas obras? Houve muitas dificuldades?
ALMA: Sempre há dificuldade na escrita no país, mas por sorte consegui uma editora para minha primeira publicação.


LSR: É possível viver da escrita no Brasil ou você desempenha outra profissão?
ALMA: Complicado usar a palavra “impossível”, mas não é muito longe disso. Atualmente tenho me dedicado integralmente à escrita.


LSR: Em algum momento pensou em desistir?
ALMA:É difícil você ver seus livros na gaveta com dificuldade de publicação... Não somente isso, mas, além de praticamente só haver publicação paga, a divulgação é muito difícil. Tanto editoras como livrarias dão pouquíssima atenção a autores iniciantes e nacionais.


LSR: Como tem sido o retorno do seu público leitor?
ALMA: Sou uma pessoa que costuma divulgar pouco por ter personalidade mais introvertida. Mesmo assim, a recepção de meu livro policial com os leitores e blogueiros foi muito boa. Muitas boas resenhas e poucas críticas negativas (que sempre fazem parte).


LSR: Quais são os seus planos para o futuro?
ALMA: Atualmente tenho trabalhado no meu livro Mestiços, que é uma aventura fantástica publicada na Amazon em e-book. Pretendo lançá-lo independentemente em edição impressa dentro de poucos meses. Além disso, já trabalho no terceiro livro da série Mestiços (segundo está terminado), além de ter um mistério/terror finalizado e também um livro de contos policiais, todos aguardando publicação.


LSR: Para finalizar, que mensagem você deixaria para os seus novos leitores e para os escritores iniciantes?
ALMA: Aos novos leitores, espero que deem uma chance a meus livros e que gostem deles tanto quanto me marcaram. Não deixe de ler uma história que pode ser marcante apenas por ser um gênero que não costuma te agradar! Aos escritores iniciantes: leiam muito, escrevam muito, sejam fiéis às histórias e às suas personagens acima de tudo; escreva pela necessidade de escrever e de contar uma história.
E também aproveito para agradecer pela oportunidade de responder a esta entrevista!


Conheça o primeiro livro do autor, Se arrependimento matasse.


 



Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo. 
Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

#LSR Entrevista - L. L. Stockler

Olá, Leitores!


Essa semana nosso entrevistado é o autor do livro Campeões de Gaia, o primeiro volume da trilogia dos Três Domínios, L.L. Stockler.







 L. L. STOCKLER cresceu envolvido por mundos de ficção e fantasia com a ajuda de centenas de jogos, filmes e livros. Nerd assumido, o estudante de Direito decidiu passar de consumidor a criador e, a partir daquilo que aprendeu jogando, assistindo e lendo, deu início ao seu primeiro romance, em 2014. Ele acredita que toda fantasia é, acima de tudo, outra representação da realidade, e defende que, nos dias de hoje, nada é mais necessário à realidade do que um pouco do fantástico.












LSR:  O que lhe fez querer ser um escritor?
     Lucas: Essa pergunta é difícil. Acho que a vontade veio de duas formas: da necessidade de tirar uma folga da realidade e da daquela vontade meio megalomaníaca que todo escritor tem que ter – a vontade de criar seu próprio mundo, onde a história será a que você bem entender.


LSR: De onde vem a inspiração para escrever?
Lucas: De toda essa cultura nerd/geek/fantástica que absorvo e sempre absorvi, além da vida em geral.
Jogos, filmes e livros de todos os gêneros sempre alimentam minhas histórias. Quando você menos esperar, lá vai estar uma referência ou, no mínimo, uma situação inspirada em outras que vieram antes. Sendo meu mundo um mundo fantástico, é apenas natural que eu tenha o preenchido com o aprendizado de 22 anos de nerdices.
Ao mesmo tempo, a inspiração vem do cotidiano. Aquilo que da vida à... da mera sobrevivência são as pessoas que nos cercam e como elas influem em nosso dia a dia. Conhecer e observar pessoas sempre foram duas paixões minhas e são essas mesmas pessoas que me inspiram a criar personagens complexos e orgânicos – como na vida real.


LSR: Tem alguma rotina para escrever, algum elemento que se tornou parte fundamental do processo criativo, como música, por exemplo?
Lucas: Na realidade, não. Sei que muitos escritores estabelecem rotinas rígidas de escrita e tudo o mais, mas não eu. Acho que a ausência de rotina é que justamente me caracteriza. Escrevo pelo celular, seja no ônibus ou no metrô ou no trem ou mesmo na praia, pelo tablet, no intervalo das aulas da faculdade, e, claro, pelo computador de casa.
A única coisa que se aproxima minimamente de uma rotina é ouvir alguma música instrumental – como a trilha sonora do jogo Legendo of Zelda, por Koji Kondo – quando estou escrevendo em casa para evitar me distrair.


LSR: Como a literatura entrou na sua vida?
Lucas: Bem, minha mãe sempre foi uma leitora voraz de todos os gêneros, além de ter me introduzido à Star Wars e Senhor dos Anéis, então sempre existiu essa porta de entrada. Mas, a verdade é, que eu só entrei por essa porta depois de ter alguns problemas de ansiedade quando criança – ler é a melhor forma de relaxar.


LSR:  Quais autores são referências para o seu trabalho?
Lucas: George R. R. Martin, em primeiro lugar. Além dele e não muito distantes, Tolkien, Timothy Zahn, Phillip Pullman, Bernard Cornwell, Conn Iggulden e os nacionais: Affonso Solano e Eduardo Sophr.


LSR: Como enxerga o mercado literário nacional atualmente?
Lucas:É um mercado difícil, inegavelmente. Um autor novo se destacar, sem o impulsionamento de algum formador de opinião, é um trabalho que beira o impossível. Em contrapartida, o quadro geral é bem melhor do que era anos atrás, com autores pioneiros no gênero se destacando e abrindo caminho para os novatos e esses conseguindo fazer nome. Assim, eu diria que, apesar de enxergar as dificuldades, vejo o mercado de forma otimista.


LSR: Como foi o processo de publicação das suas obras? Houve muitas dificuldades?
Lucas: Acredite se quiser, não tive muitas. Após conseguir uma editora, foi só uma questão de tempo e marcar o lançamento – esse atrasou, mas nada muito complicado.


LSR: É possível viver da escrita no Brasil ou você desempenha outra profissão?
Lucas: É possível se você estourar como um Paulo Coelho – que é sempre o objetivo! Mas, enquanto isso não acontece, sou estudante de direito e, em breve, advogado.


LSR: Em algum momento pensou em desistir?
Lucas: Não.


LSR: Como tem sido o retorno do seu público leitor?
Lucas: Bastante positivo, na verdade. Os leitores questionam, obviamente, algumas decisões minhas (hahaha), mas a grande maioria as têm entendido e todos têm gostado do livro.


LSR: Quais são os seus planos para o futuro?
Lucas: O livro é uma trilogia, então meus planos envolvem acabar de escrever os próximos dois volumes o quando antes.


LSR: Para finalizar, que mensagem você deixaria para os seus novos leitores e para os escritores iniciantes?
Lucas: Lute por seus sonhos. Por mais escura que a noite pareça, as estrelas estão lá para iluminar seu caminho e, por mais que você duvide, o amanhecer sempre chega.
Você tem todas as ferramentas que precisa para vencer, então lute!


Confira a sinopse do primeiro livro da trilogia, Campeões de Gaia, e adquira nas melhores livrarias.



 Há cerca de quatrocentos anos, Celo, deus-pai e senhor dos céus, teria designado uma família para governar toda Gaia e instaurar sua ordem divina. Sobre as cinzas de seus inimigos, os Draconem então construíram o maior e mais vasto império já visto, dominando a tudo e a todos, como lhes era de direito.

Quando seu pai morre, trinta e cinco anos após a Rebelião de Krallik, Kayla percebe que não havia mais nada que a prendesse à pacata fazenda onde crescera no interior de Jardinsul. Ela estava livre para explorar o mundo que até então conhecia apenas pelas páginas de livros e para gravar seu nome na História. Determinada sua partida, Trevor, seu leal amigo, não vê escolha que não segui-la e descobrir, junto dela, o seu próprio destino.
Entretanto, a dupla logo aprenderá que a realidade pode ser mais dura do que contavam as histórias, que sequelas de séculos de disputas podem ser fortes o bastante para pôr em xeque a paz imperial e, consigo, a vida de todos os habitantes de Gaia.