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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

#LSR Entrevista - L. L. Stockler

Olá, Leitores!


Essa semana nosso entrevistado é o autor do livro Campeões de Gaia, o primeiro volume da trilogia dos Três Domínios, L.L. Stockler.







 L. L. STOCKLER cresceu envolvido por mundos de ficção e fantasia com a ajuda de centenas de jogos, filmes e livros. Nerd assumido, o estudante de Direito decidiu passar de consumidor a criador e, a partir daquilo que aprendeu jogando, assistindo e lendo, deu início ao seu primeiro romance, em 2014. Ele acredita que toda fantasia é, acima de tudo, outra representação da realidade, e defende que, nos dias de hoje, nada é mais necessário à realidade do que um pouco do fantástico.












LSR:  O que lhe fez querer ser um escritor?
     Lucas: Essa pergunta é difícil. Acho que a vontade veio de duas formas: da necessidade de tirar uma folga da realidade e da daquela vontade meio megalomaníaca que todo escritor tem que ter – a vontade de criar seu próprio mundo, onde a história será a que você bem entender.


LSR: De onde vem a inspiração para escrever?
Lucas: De toda essa cultura nerd/geek/fantástica que absorvo e sempre absorvi, além da vida em geral.
Jogos, filmes e livros de todos os gêneros sempre alimentam minhas histórias. Quando você menos esperar, lá vai estar uma referência ou, no mínimo, uma situação inspirada em outras que vieram antes. Sendo meu mundo um mundo fantástico, é apenas natural que eu tenha o preenchido com o aprendizado de 22 anos de nerdices.
Ao mesmo tempo, a inspiração vem do cotidiano. Aquilo que da vida à... da mera sobrevivência são as pessoas que nos cercam e como elas influem em nosso dia a dia. Conhecer e observar pessoas sempre foram duas paixões minhas e são essas mesmas pessoas que me inspiram a criar personagens complexos e orgânicos – como na vida real.


LSR: Tem alguma rotina para escrever, algum elemento que se tornou parte fundamental do processo criativo, como música, por exemplo?
Lucas: Na realidade, não. Sei que muitos escritores estabelecem rotinas rígidas de escrita e tudo o mais, mas não eu. Acho que a ausência de rotina é que justamente me caracteriza. Escrevo pelo celular, seja no ônibus ou no metrô ou no trem ou mesmo na praia, pelo tablet, no intervalo das aulas da faculdade, e, claro, pelo computador de casa.
A única coisa que se aproxima minimamente de uma rotina é ouvir alguma música instrumental – como a trilha sonora do jogo Legendo of Zelda, por Koji Kondo – quando estou escrevendo em casa para evitar me distrair.


LSR: Como a literatura entrou na sua vida?
Lucas: Bem, minha mãe sempre foi uma leitora voraz de todos os gêneros, além de ter me introduzido à Star Wars e Senhor dos Anéis, então sempre existiu essa porta de entrada. Mas, a verdade é, que eu só entrei por essa porta depois de ter alguns problemas de ansiedade quando criança – ler é a melhor forma de relaxar.


LSR:  Quais autores são referências para o seu trabalho?
Lucas: George R. R. Martin, em primeiro lugar. Além dele e não muito distantes, Tolkien, Timothy Zahn, Phillip Pullman, Bernard Cornwell, Conn Iggulden e os nacionais: Affonso Solano e Eduardo Sophr.


LSR: Como enxerga o mercado literário nacional atualmente?
Lucas:É um mercado difícil, inegavelmente. Um autor novo se destacar, sem o impulsionamento de algum formador de opinião, é um trabalho que beira o impossível. Em contrapartida, o quadro geral é bem melhor do que era anos atrás, com autores pioneiros no gênero se destacando e abrindo caminho para os novatos e esses conseguindo fazer nome. Assim, eu diria que, apesar de enxergar as dificuldades, vejo o mercado de forma otimista.


LSR: Como foi o processo de publicação das suas obras? Houve muitas dificuldades?
Lucas: Acredite se quiser, não tive muitas. Após conseguir uma editora, foi só uma questão de tempo e marcar o lançamento – esse atrasou, mas nada muito complicado.


LSR: É possível viver da escrita no Brasil ou você desempenha outra profissão?
Lucas: É possível se você estourar como um Paulo Coelho – que é sempre o objetivo! Mas, enquanto isso não acontece, sou estudante de direito e, em breve, advogado.


LSR: Em algum momento pensou em desistir?
Lucas: Não.


LSR: Como tem sido o retorno do seu público leitor?
Lucas: Bastante positivo, na verdade. Os leitores questionam, obviamente, algumas decisões minhas (hahaha), mas a grande maioria as têm entendido e todos têm gostado do livro.


LSR: Quais são os seus planos para o futuro?
Lucas: O livro é uma trilogia, então meus planos envolvem acabar de escrever os próximos dois volumes o quando antes.


LSR: Para finalizar, que mensagem você deixaria para os seus novos leitores e para os escritores iniciantes?
Lucas: Lute por seus sonhos. Por mais escura que a noite pareça, as estrelas estão lá para iluminar seu caminho e, por mais que você duvide, o amanhecer sempre chega.
Você tem todas as ferramentas que precisa para vencer, então lute!


Confira a sinopse do primeiro livro da trilogia, Campeões de Gaia, e adquira nas melhores livrarias.



 Há cerca de quatrocentos anos, Celo, deus-pai e senhor dos céus, teria designado uma família para governar toda Gaia e instaurar sua ordem divina. Sobre as cinzas de seus inimigos, os Draconem então construíram o maior e mais vasto império já visto, dominando a tudo e a todos, como lhes era de direito.

Quando seu pai morre, trinta e cinco anos após a Rebelião de Krallik, Kayla percebe que não havia mais nada que a prendesse à pacata fazenda onde crescera no interior de Jardinsul. Ela estava livre para explorar o mundo que até então conhecia apenas pelas páginas de livros e para gravar seu nome na História. Determinada sua partida, Trevor, seu leal amigo, não vê escolha que não segui-la e descobrir, junto dela, o seu próprio destino.
Entretanto, a dupla logo aprenderá que a realidade pode ser mais dura do que contavam as histórias, que sequelas de séculos de disputas podem ser fortes o bastante para pôr em xeque a paz imperial e, consigo, a vida de todos os habitantes de Gaia.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Um amor para recordar

            Nicholas Sparks dispensa apresentações, ele "é o cara" quando se trata de bons romances. A resenha de hoje é do best-seller "Um amor para recordar, uma narrativa linda e emocionante. Nas palavras do próprio protagonista/narrador, uma história que No início você vai sorrir e, depois, chorar – não diga que não avisei".




Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.


Landon Carter é um adolescente rico que só quer aproveitar a liberdade do último ano do ensino médio, antes de ir para a faculdade. Jamie Sullivan, considerada estranha por todos, é filha do reverendo, acredita que tudo é parte dos planos de Deus, leva sua Bíblia para todo lugar e faz trabalho voluntário no orfanato da cidade.
Totalmente diferentes, Jamie e Landon não eram amigos, nem tinham conversado mais que alguns minutos, embora se conhecessem desde quando eram crianças. A aproximação entre eles ocorre após o baile da escola e os ensaios da peça de teatro da cidade para o Natal. Conforme os acontecimentos se sucedem, a amizade entre eles cresce e Landon acaba se apaixonando por Jamie e ela por ele.


"E tudo de que me lembro foi que, naquele momento, quando nossos lábios se tocaram pela primeira vez, eu sabia que a lembrança duraria para sempre."


Quando tudo parece se encaminhar para o “felizes para sempre”, Jamie descobre que está muito doente e tem pouco tempo de vida. O sentimento se fortalece, Landon passa a maior parte do seu tempo com Jamie e dedica-se quase que exclusivamente à ela. O romance, inicialmente inocente, transforma-se em uma linda história de fé e amor.


''Há momentos em que desejo fazer o tempo voltar e apagar toda a tristeza, mas eu tenho a sensação que, se o fizesse, também apagaria a alegria. Assim, revivo as memórias da forma como vêm, aceitando todas elas, deixando que me guiem sempre que possível. Isso acontece com mais frequência do que as pessoas percebem. ''


A história de amor de Landon e Jamie é narrada pelo próprio protagonista, quarenta anos após tê-la vivido, e tem como cenário a cidade de Beaufort, na Carolina do Norte.
Os personagens são marcantes, com suas características muito bem delineadas e a leitura é bem rápida pois, além da linguagem simples e de fácil compreensão, o livro é pequeno. 
"Um amor para recordar" foi um dos poucos livros que me fez soluçar de tanto chorar. Uma história linda e emocionante, capaz de nos dar lições de fé e amor e nos fazer refletir sobre a vida.


“O nosso amor é como o vento. Não posso vê-lo, mas posso senti-lo."


Em 2002, o best-seller foi adaptado para o cinema, com os atores Shane West e Mandy Moore no papel do casal Landon Carter e Jamie Sullivan, respectivamente. 
Confesso que me decepcionei muito com esse filme, provavelmente por ter criado muita expectativa em relação à ele. 
Não estou dizendo que o filme é ruim. Muito pelo contrário, é um bom filme de romance. Porém, como ocorre com a grande maioria dos filmes baseados em livros, faltam detalhes da narrativa e, sabe-se lá porque, algumas partes da história são totalmente modificadas e/ou simplesmente ignoradas como se não existissem.
Enfim... prefiro o livro!




Preparem os lencinhos para enxugar as lágrimas e boa leitura!


Título: Um amor para recordar
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2011
Páginas: 191