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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Soul Rebel - Reviravolta



"Eu só estava meio hipnotizada, como qualquer menina ficaria na presença de um cara bonito. Mentira, no fundo eu sabia que não era só isso. Mason era egocêntrico, misterioso e aparentemente perigoso. Seus olhos me diziam para não ultrapassar a área de segunrança, mas já era tarde demais. Eu já havia furado o cordão de isolamento."

Um livro cheio de ação, perigos e paixão. Soul Rebel - Reviravolta, o primeiro livro da trilogia escrita pela autora Kimberly Mascarenhas. 



Sinopse:

Reviravolta é o primeiro volume da série "Soul Rebel", grande fenômeno da internet. Cassidy, a protagonista desta história, é uma jovem tímida, mas muito forte e decidida. A certa altura, depois de alguns acontecimentos inesperados em sua vida, Caissy conhecerá Mason, um cara lindo e sexy, mas com fama de perigoso. E uma atração inevitável entre eles vira o combustível de uma paixão conturbada. Cheia de dúvidas e conflitos internos, ela decide se entregar à paixão e correr todos os riscos, sem saber que se relacionar com ele talvez signifique colocar a própria vida em jogo. Com muita emoção, desejo e ação, Reviravolta conquista o leitor de imediato e o deixa contando as horas para ler toda a trilogia.


Cassidy mora em um colégio interno desde os nove anos, quando sua mãe foi internada em uma clínica por seu pai, que logo após sumiu no mundo. Aos 17 anos, Caissy tem somente um sonho, sair da escola e cuidar de sua mãe, mas de uma hora para a outra, ela vai descobrir que a vida tinha outros planos.

As convenções rígidas do colégio interno nunca foram um empecilho para Cassidy e Claire, sua melhor amiga, encontrarem a diversão. Fugindo à noite, elas iam para a balada sem nunca serem pegas pelas irmãs, e é numa dessas fugas que ela conhece Drew Becker, um cara com fama de bad boy perigoso e que parece conseguir quem ou o que ele desejar. Após jogar um copo de bebida no rosto de Drew e fugir as pressas da festa, Caissy volta ao colégio interno e tem sua última noite de normalidade, no outro dia, nada mais voltaria a ser como antes.

Soul Rebel, fazendo jus ao nome, é um livro cheio de reviravoltas. Após perder a mãe, Cassidy se vê indo para a casa de Deborah, uma amiga de infância de sua mãe, da qual ela não tinha conhecimento. Chegando lá, ela descobre que Deborah tem um filho, Mason Becker, o tão famoso Drew Becker das ruas.

Mason se mostra agressivo e extremamente mal educado ao ver a garota da noite anterior em sua casa, o que faz com que Caissy fuja pelas ruas da cidade e se meta na primeira confusão da história. Como imaginado, Mason aparece para salvá-la, no dia que ficaria como o mais turbulento de sua vida.

Em alguns momentos achei que os acontecimentos aconteceram rápidos demais. Caissy é rejeitada sem piedade por Mason, mas sua insistência acaba fazendo com ela force encontros pela casa e se entregue a ele no mesmo dia em que ela perde a mãe, aparentemente esquecendo toda a dor de sua perda.

A verdade é que Cassidy é uma garota confusa e que ignora todos os sinais de perigo que Mason lhe dá. Sua curiosidade acaba a levando para dentro da vida criminosa que ele e seus amigos vivem e por amor, ela será capaz de tudo, inclusive de colocar sua própria vida em jogo.

" - Você sempre faz escolhas idiotas? Você mal me conhece, não pode entregar sua vida para mim dessa forma. Não sou nada.
- Eu não tenho nada, Mason. Nunca tive, na verdade. Por isso faço do "nada", o meu "tudo"."

Cheio de ação e reviravoltas, o leitor vai acompanhando o desenvolvimento da relação entre Mason e Cassidy, suas discussões, seus medos e a paixão entre eles, que consegue superar qualquer obstáculo. Mason é um cara marrento e foi difícil gostar dele, levando-se em conta que um amor do passado, responsável por torná-lo tão indiferente e frio, acaba voltando para atrapalhar e confundir seus sentimentos por Cassidy.

Toda a história tem um desenvolvimento bom, mas o ponto forte para mim foi o final. Enquanto Alexia, a ex de Mason se esforça para acabar com a felicidade do casal, Cassidy aos poucos se torna uma mulher forte e decidida, deixando a imaturidade de lado. Ela sabe exatamente o que quer e não medirá esforços para recuperar o que lhe foi tirado.


Terminei o livro “roendo as unhas” para saber o que iria acontecer, há muito tempo um final não me deixa num estado do tipo: WTF? Não acompanhei a fanfic e não faço ideia do que está por vir nas próximas sequências, mas vou aguardar fielmente, pois as expectativas são boas.



A autora:



Kimberly é uma estudante de direito que escreveu sua primeira fanfic, Soul Rebel, em 2011 e desde então criou uma legião de fãs. Soul Rebel foi excluída para o lançamento de seu livro pela Editora Leya, Reviravolta, primeiro volume de uma trilogia que já está a venda em todo o Brasil.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Os últimos dias de Dilúvio da Serra


A resenha de hoje é de um livro simplesmente sensacional! Os últimos dias de Dilúvio da Serra, do autor Adriano Paciello, publicado pela Chiado Editora, é a primeira surpresa de 2017, entrando facilmente para os favoritos e caindo na lista de indicações para a vida.


Sinopse:
Dilúvio da Serra é uma cidade repleta de superstições e sua aversão ao número 13 é uma obsessão. Prestes a completar 100 anos e com 12.999 habitantes, uma chuva avassaladora e o iminente nascimento do próximo diluviano endossam o medo da extinção do local. Pegue seu guarda-chuva e acompanhe os últimos dias de Dilúvio da Serra.




O que move uma crença? Uma crença pode mover uma cidade? As vésperas de seu aniversário de cem anos, Dilúvio da Serra respira superstição. Uma crença que começou junto à sua fundação, quando a esperança fazia parte da vida das doze famílias que ali fizeram morada.

Mognos da Serra seria o nome. Uma bonita placa de madeira para batizar o local e seguir a vida. Estamos em 1813, mais precisamente no dia 13 de setembro daquele ano, às 13 horas. O discurso de inauguração nem chegou a acontecer, pois a chuva veio forte e terminou com tudo. Depois de doze dias de chuva incessante, uma explicação. Fizeram todas as ligações possíveis e o problema era um número: 13 na data, no número de letras do nome da cidade, o “M” de Mognos, ocupando a décima terceira posição no alfabeto; era o número em tudo e isso justificava sua ruína.

Ali não havia espaço para a lógica, para o bom senso.


“O amor incondicional a algo, a alguém, aos olhos dos normais, soa como uma aberração, incomoda, revolta, contudo, enquanto o véu mágico estiver cobrindo a realidade, dor e limites ficam a dias de distância.”

Passados doze dias, um novo nome, uma nova placa de madeira, o milagroso fim da chuva e uma vida que seguiria irreversivelmente contada.

O tempo foi passando e a cidade foi crescendo de uma forma peculiar, sempre guiados pelas contagens e exclusão de quase tudo que houvesse o número 13 ou sua letra correspondente no alfabeto.

Dilúvio da Serra, próximo ao seu primeiro centenário, teme o fim. Com 12.999 habitantes e a chegada próxima de mais um diluviano, eles aguardam fielmente o cumprimento da profecia, que dita a extinção da cidade.

Neste cenário, o Padre Magno Manqueso, único a iniciar seu nome com M e a conter no nome treze letras, tenta abrir os olhos dessas pessoas e mostrar que a deve ser maior que suas crendices, mas para isso, ele deve enfrentar Johann Von Becke, que traz como tradição de família o medo e a precaução a tudo que possa atrair a desgraça novamente à sua cidade.

Beirando a insanidade, Johann tenta, de todas as formas, manter a crença da população de Dilúvio de Serra, enquanto Magno luta para trazer o bom senso àquelas pessoas. Com os dias contados para o centenário, os quase treze mil habitantes que mesmo temendo, aguardam o fim, se encaminham para uma catástrofe quase que desejada.

Que livro! Não tenho outras palavras para descrevê-lo; um final inimaginável e não sei se posso defini-lo assim, mas “hecatômbico” seria uma palavra adequada, mesmo que aparentemente esta variação não exista. Mas e as crendices, elas existem? São reais? A fixação por um número pode abalar uma sociedade inteira ou a fúria da natureza age conforme sua vontade, ignorando o temor dos que em meio ao pavor na terra vivem? Todo o medo que a população diluviana alimentou por cem anos, tem sequer uma gota de fundamento? De um lado, um homem que cresceu rodeado por histórias fatais associadas a um número, de outro, um Padre decidido a livrar a população de um medo infundado. No meio, pessoas que não sabem viver de outra forma se não a qual foram instruídas a viver, pois é o que se espera de uma desencorajadora e sincera cidade que acolhe seus visitantes assim: quando se entra “Pena que viestes; ao sair, Bom que vais”.

Os últimos dias de Dilúvio da Serra traz uma análise profunda da sociedade, entrou para meus favoritos e ao contar seu resumo para amigos, que infelizmente não carregam consigo o hábito da leitura, é impossível não assistir essa história, que em poucas páginas e raros diálogos, fala tanto e mostra muito. Quando penso em Dilúvio, posso visualizar perfeitamente a grande praça, a confeitaria e alguns personagens ali tomando café. Os acontecimentos ocorridos nos dias que antecederam ao centenário da cidade e que foram por Adriano Paciello contados, ficaram marcados em minha memória quase que como um filme, não sendo mais nítido apenas do que a certeza de que as lendas, as crenças, são o que as pessoas fazem delas.

Onde comprar: Chiado Editora I Martins Fontes Paulista


Título: Os Últimos Dias de Dilúvio da Serra
Autor: Adriano Paciello
Ano: 2016
Editora: Chiado
Páginas: 127
Gênero: Ficção / Romance

O autor:



Adriano Paciello

Professor de Lingua Portuguesa ha 21 anos no ramo de cursos preparatórios a concursos públicos

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A chance de encontrar o amor no metrô


Trago hoje para vocês uma história linda sobre os caminhos incertos. O que pode haver no fim daquele dia que parece todo atravessado, todo errado, que te tira da rotina e te faz mudar totalmente a rota? 


Não é um bom dia para Tess. Depois de acordar extremamente atrasada para um importante compromisso na faculdade, perceber que seu carro não vai sair do estacionamento naquele dia e constatar que não tem qualquer dinheiro para pagar um taxi, ela já sabe que terá um longo dia. Mesmo atrasada e sabendo que Liv, sua melhor amiga, deve estar pensando em uma forma bem criativa de lhe matar, Tess escolhe a última opção que lhe resta, ir de metrô.

É nesse dia totalmente anormal, indo à faculdade em um horário que normalmente já estaria na aula, que ela conhece Adam, o garoto que senta ao seu lado no vagão. Quando tenta a todo custo ver o nome do livro que ele está lendo, Tess e Adam acabam iniciando uma conversa e em pouco tempo, se conhecem e se entendem de uma forma difícil até para amizades de longo prazo.

 Tess tem um tipo de trauma que carrega desde a infância por conta de lugares escuros, Adam foi diagnosticado há pouco tempo com diabetes. O curto trajeto no metrô se mostra complicado além do normal e faz com que ambos revivam o terror de seus problemas pessoais.

Depois de muitas reviravoltas, na qual Adam vai embora de repente, Tess finalmente chega à estação próxima à faculdade. Antes de descer ela nota que o livro de Adam ficou no metrô. Por algum motivo ela sabe que precisa devolver o livro e com apenas o carimbo da loja onde o exemplar foi comprado, Tess inicia uma aventura em busca do garoto.

Esta história nos faz refletir sobre as coincidências da vida. Destino ou acaso? Às vezes, junto de um dia totalmente atravessado, onde tudo parece estar fora do comum, pode ser que surpresas apareçam.

"Saiba que os dias que parecem ser ruins podem ser os melhores da sua vida".

Mostrando como um único dia pôde alterar a vida de Tess e também a de Adam, este é um conto leve e divertido, que nos faz pensar, ao final da leitura, em como os caminhos errados nos levam para os destinos certos.

 O primeiro pensamento é: quero mais! Rafael podia fazer um livro a partir da história desses dois. Em uma história onde não há nada de triste, consegui terminar a última frase com os olhos cheios de água, emoção de alegria, o que todo romance deveria proporcionar.


Parabéns Rafael. Sua escrita me cativou. 

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Sobre o autor:



Rafael nasceu em Salvador em 1994, formado em gastronomia pela UNIFACS, apaixonado por confeitaria, e atualmente estudante de engenharia civil na UNIUBE, é apaixonado por literatura e ama inventar histórias que poderiam acontecer com qualquer pessoa.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O Atirador de Duas Faces


A cena de um crime é montada. Sem saber o motivo, o detetive Sávio Saldanha é colocado no meio de uma chacina e ao mesmo tempo em que precisa desvendar o motivo dos assassinatos, precisa correr contra o tempo para não se tornar a próxima vítima. E este é apenas o início de um romance policial cheio de ação.

Sávio Saldanha se tornou um detetive após sair da Polícia Militar, onde rivalizou com o perigoso sargento Carlos Fontes. Sarcástico, estressado e politicamente incorreto, Saldanha tem uma boa fama por conseguir resolver os problemas comuns em seu serviço e atender aos pedidos de seus clientes. Após uma possível armação para incriminá-lo, ele tentará com a ajuda de seu amigo – o policial Daniel Gomes – a solucionar uma pequena onda de assassinatos na região de São Gonçalo e Niterói.

"Saldanha até cogitou a possibilidade de conseguir resolver esse mistério em uma única oportunidade, mas mal sabia ele que estava completamente enganado...
O palco de seu primeiro engano? Niterói.
O ano? 2002."

Pondo em prática seu trabalho de investigador, Saldanha precisa descobrir quem está cometendo os assassinatos e que tipo de ligação envolve as vítimas. Quando enfim descobre o que liga os assassinatos, ele percebe que o problema é maior do que imaginava, pois um fantasma de seu passado parece ser o estopim de toda essa matança.

Os cenários foram muito bem construídos e é impossível não gostar do protagonista, um homem nada simpático e bastante sarcástico, mas que cativa o leitor com seu jeito rude e sua inseparável Jaqueline, uma espingarda Calibre 12. Ele conquistou muitas inimizades entre os policiais, sendo o Sargento Fontes seu maior rival, mas tem em Daniel Gomes um amigo fiel, permitindo ao leitor ver a realidade em que vivem os mocinhos e os “vilões” dentro da corporação.

Sem a aprovação de Saldanha, uma ex-policial da 72ªDP é designada para lhe ajudar nas investigações e essa dupla improvável acaba aumentando ainda mais a ação para desvendar essa onda de assassinatos.

"Eis que Saldanha ergue Jaqueline, mais alto, e vai para o meio da rua, apontando firmemente para o Ford Corcel que vinha em sua direção [...]. O motorista freia o máximo que pode, pois seu medo maior é que o louco de calibre 12 atire acidentalmente. [...]
- Bom garoto... – Disse Saldanha – Estou requisitando seu carro agora!
- Cadê seu distintivo meu chapa? – Perguntou o motorista gordo.
- Meu distintivo e minha jurisdição são a distância entre a minha munição – Ele engatilha a arma – e o seu cérebro no banco traseiro, entre o dedo e o gatilho. SAI!"

O atirador de duas faces mostra-se um assassino implacável e não mede esforços para atingir seu alvo. Mas quem é ele afinal? O que o move?

Sabe quando você parece estar lendo o roteiro de um filme de ação policial? Foi assim que eu me senti. Ação do início ao fim e um mistério impossível de ser decifrado antes das últimas páginas. É o primeiro livro nacional que leio nesse gênero e a nota com certeza é dez! São poucas páginas, mas não faltou espaço para a adrenalina correr solta. Com uma ótima linha de acontecimentos e sem tempo para distrações, Luiz Guilherme Dias encerra seu primeiro livro com um final digno de um romance policial.

Título: O atirador de duas faces.
Autor: Luiz Guilherme Dias.
Páginas: 82.
Editora: Desfecho Romances.


O autor



Luiz Guilherme Dias do Nascimento é de Itaboraí, cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, tem 22 anos, é estudante de Ciências Econômicas da Universidade Federal Fluminense e atualmente trabalha como Office Boy na cidade de Niterói. A paixão tardia pela leitura e pela escrita fez com que suas referências fossem os filmes do final dos anos noventa e início dos anos 2000. 



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Namorado de Aluguel


          Boa Dia povo! Venho postando pro além há um certo tempo... mas vamos lá! Bem como a lição que Namorado de Aluguel passa, não importa o número de visualizações ou likes aqui, o importante é que eu li e AMEI esse livro mais que fofo! :) kkk



Gia Montgomery é a típica garota popular de sua escola. Prestes a se formar, seu nome é reconhecido pela escola toda, não que ela soubesse do nome de seus próprios colegas. Uma imagem que construiu a muito custo e agora está ameaçada por Jules, uma garota que se infiltrou em seu grupo de amigas e parece fazer até o impossível para tirar Gia de seu posto.

O baile de formatura é a chance perfeita para Gia provar que não anda inventando Bradley, seu namorado universitário que devido à distância, mantêm raros encontros com Gia e ainda não fora apresentado às suas amigas. O que Gia não imaginava é que Bradley terminaria seu namoro justamente no estacionamento do baile, arruinando sua chance de mostrar a Jules que ele era real.

De uma hora para outra, Gia se vê em um beco sem saída. Como entrar desacompanhada em um baile, onde provavelmente seria coroada rainha? Seria o fim! Jules provaria que ela era uma mentirosa. Tudo estaria arruinado!

E então, a solução perfeita aparece. Enquanto ela implorava para que Bradley entrasse no baile com ela e deixasse para terminar no fim da festa, (sim, ela recorreu ao último grau de desespero) um garoto havia chegado ao estacionamento e aparentemente esperava alguém que estava no baile, já que lia um livro ali, dentro do carro; ele era o cara perfeito para se passar pelo Bradley, mesmo que fosse por poucas horas.

Sob o olhar desconfiado e especulativo de Jules, tudo termina mais ou menos da forma como Gia esperava. Uma contradição gritante, eu sei, mas para não se passar por mentirosa, ela acaba se enrolando em um amontoado de mentiras que parecem não ter fim, o que se multiplica quando a irmã do seu namorado de aluguel, que por sinal não simpatiza nada com ela, precisa que ela pague o favor a seu irmão e se passe por sua namorada na festa da ex.

Gia sempre foi muito superficial, o típico estilo de garota popular que tem uma vida bombada nas redes sociais, mas na realidade não passa de uma pessoa solitária em uma família de boa aparência.

"— Raramente encontramos profundidade quando a procuramos dentro de nós mesmos. A profundidade é encontrada no que podemos aprender com as pessoas e as coisas que nos cercam. Todo mundo, todas as coisas, têm uma história, Gia. Quando você conhece essas histórias, descobre experiências que a preenchem, expandem sua compreensão. Você acrescenta camadas à sua alma."

No momento em que ela encontra conforto nas pessoas mais improváveis, Gia inicia um resgate de sua própria imagem. Tentando ser uma pessoa melhor, ela percebe o mundo a seu redor e coisas que antes tinham extrema importância, parecem agora sem sentido algum. Os dias passam e ela se vê mais próxima de Hayden () e sua família, no mesmo tempo em que suas amigas vão se tonando mais e mais estranhas. Gia tem uma verdade a revelar e contar a verdade a suas amigas parece um grande desafio, mas é justamente quando tudo parece se ajeitar que o verdadeiro Bradley volta ameaçando estragar tudo.

Namorado de Aluguel é um livro leve e ao mesmo tempo profundo. Os dramas da adolescência refletem fielmente a realidade. A busca por prestígio social através de redes sociais é algo buscado permanentemente pelos jovens e a lição que ele passa sobre a aprovação ou não de tudo que fazemos e publicamos é incrível.

Extremamente FOFO! Namorado de Aluguel fala sobre amizade, maturidade e outros temas tão presentes na adolescência. Hayden é um garoto amado, lindo e fofíssimo. Amo livros que não se prendem a amenidades, os diálogos e as cenas são muito bem construídos e em momento algum a leitura se tornou monótona.


Eu gosto muito de livros com temas que tratam sobre convívio social e bullying. E o romance de Kasie West oferece justamente isso ao leitor, ao mesmo tempo em que entendemos certas ações, mesmo que muito sem noção dos personagens, percebemos o quanto é especial estar do outro lado, do lado dos “deslocados”, do lado dos que realmente vivem.

sábado, 22 de outubro de 2016

Rebirth - Os novos titãs


A resenha hoje é uma aula de mitologia, os fãs dos deuses e suas culturas não podem perder esse incrível romance recheado de ação, romance e aventura. Conheçam a obra de Bianca Landim, mais uma autora nacional incrível.




Sinopse:


Quatro crianças foram postas nos caminhos imortais dos deuses do Olimpo e, delas, uma nova geração de titãs surgiu, mostrando-se incrivelmente mais poderosa que os primeiros titãs – derrotados por Zeus e seus irmãos –, e até mesmo que os próprios deuses! Missões lhes foram atribuídas e mundos imortais foram conhecidos, dando-lhes sabedoria, poderes e novos aliados. Acima de tudo isso, o amor único foi alcançado e suas origens, desvendadas, fazendo dos titãs uma nova ordem no Olimpo, com Zeus e os outros deuses, conhecidos como os Doze Olimpianos.
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“Num momento crucial dos imortais, conhecido como Titanomaquia, Zeus enfrentou e venceu seu pai, Cronos, destronando-o da regência do mundo fantástico dos imortais e tomando-o para si. Com a ajuda de seus irmãos criou o Olimpo. Muitos titãs foram aprisionados nesse novo mundo devido às suas alianças com Cronos; outros perderam seus poderes e se tornaram mortais. Poucos foram os que se aliaram aos deuses e permaneceram a salvo. Entretanto, Zeus sabia que os aprisionados um dia se revoltariam e que Cronos se beneficiaria desse momento. Para que isso não acontecesse, uma reunião com os Doze Olimpianos fora feita e nela decidiu-se algo que mudaria o mundo dos imortais para sempre.”

Quando as moiras, responsáveis por tecer o fio da vida, revelaram aos deuses que num futuro próximo Cronos retornaria em busca de vingança e que quatro crianças estavam destinadas a serem os novos titãs, sendo que apenas eles teriam poderes suficientes para combater a fúria do deus Supremo, Ártemis, Apolo, Ares e Hefesto sabiam que teriam uma missão pela frente.

Dividido em três partes, o romance de Bianca Landim nos dá uma aula sobre Mitologia! E após o final da leitura, me peguei pesquisando o que era real e o que era parte da fantástica história de criada pela autora.

A primeira parte de Rebirth, se passa Grécia, cerca de 1.200 A.C.

Dezoito anos após a revelação das moiras, somos apresentados aos novos titãs: Celes é aprendiz da deusa Ártemis, deusa da caça; Discórdia aprende todas as artimanhas da guerra com Ares; Solaris é aprendiz de Apolo e Pyro, de Hefesto.

Inevitavelmente, Celes e Solaris se apaixonam, mas o amor é algo proibido para a protegida de Ártemis, já que a castidade é regra de seu treinamento como amazona; porém, o amor que um nutre pelo outro é maior do que os obstáculos que eles sabem que precisarão enfrentar e não medirão esforços, passando por cima do que for necessário para tornar esse amor possível.

Mas a beleza da Amazona não chama a atenção apenas de Solaris, Como previsto pelas mouras, no momento certo a origem dos titãs seria conhecida, e ao descobrir a verdadeira origem de Celes, Cronos ressurge para tentar aproveitar-se do poder que a menina demonstra e fará de tudo para conseguir o que quer, pois sabe que é a oportunidade perfeita para criar um ser superior a Zeus, seu filho.

Diante do risco que Celes corre quando Cronos finalmente consegue se aproximar, Solaris desperta um poder do qual nem ele imaginava ter e em suas mãos está a chance de finalmente se livrar de Cronos.

Mas os problemas dos titãs não param por aí. Após um longo tempo, ao menos para os mortais, já que a história passa a ser contada no Cairo de 1922. Zeus, Ares e Solaris encontram-se disfarçados em meio aos mortais na busca de resolverem um mistério, após uma escavação e alguns outros acontecimentos, o elmo de Hades acabou sumindo, assim como os chamados “vasos canopos”,  dos deuses egípcios, responsáveis estes por guardarem órgãos humanos no processo de mumificação. Quando em Asgard, o martelo Mjolnir de Thor também é roubado, os titãs sabem que um desafio está em suas mãos, pois a volta de um deus há muito esquecido, que consegue evocar um poder capaz de destruir todos os deuses, ameaça o eterno descanso dos seres supremos.

Após muitas batalhas e ação e já em nosso tempo presente, somos levados à Índia do ano de 2012, onde os deuses hindus se mostram presentes. Aqui, um antigo inimigo retorna com um poder devastador e seu único desejo aniquilar todos os deuses existentes. Para isso, os titãs e os deuses de todas as mitologias se unirão para tentar combatê-lo, contando ainda com o incrível poder dos filhos de Celes e Solaris. (eu disse que esse amor era imortal, não disse?)

O que Bianca nos dá em todas as três fases de sua história é uma mistura de ação e romance da qual nunca havia presenciado em um livro. Minha falta de conhecimento sobre mitologia me sentir vontade de ler mais e mais sobre esses incríveis deuses, sendo até um pouco desnecessário, já que Bianca conseguiu apresentar o mundo e os costumes de todos eles com uma precisão enorme.

O romance nacional mais uma vez se mostra de uma qualidade incrível. A própria experiência da autora, ao conhecer os lugares nos quais o Rebirth foi ambientado, nos serve com uma viagem ao redor do mundo, proporcionando ao leitor uma das maiores alegrias que as histórias podem oferecer: viajar sem sair do lugar.

  Título: Rebirth - Os novos titãs
  Autora: Bianca Landim
  Ano: 2015 / Páginas: 366
  Editora: Talentos da Literatura Brasileira / Novo Século

Conheça a autora



Foi por meio da história, dos idiomas e das culturas estudadas que Bianca Landim concluiu a faculdade de Turismo. Os personagens deste livro surgiram em 2008, depois de uma viagem à Grécia. Ganharam retoques anos depois, quando foi a vez de o Egito ser visitado. A última etapa da jornada foi a Índia, onde viajou de trem por oito dias. Atualmente, Bianca mora com os pais no estado do Rio de Janeiro.

Acompanhe a autora nas redes sociais Skoob, Facebook e Instagram.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Onde Fica o Para Sempre

        Até quando é possível fazer planos? Pensamos no amanhã, no depois, pensamos e planejamos uma vida toda; mas e quando nem tudo sai da forma como esperamos? A resenha do livro de hoje, Onde Fica o Para Sempre, Romance sobrenatural da autora Mayra Carvalho, nos mostra a importância de nos encontrarmos em nós mesmos, para enfrentar e superar as surpresas que a vida nos impõe.





Olívia vê sua vida se transformar quando seu grande amor, Daniel, morre em um trágico acidente de moto.

Devastada pela perda e sentindo-se culpada por sua morte, em alguns momentos de introspecção, ela pensa ter visto o espírito de Daniel, mas rejeita essa possibilidade, responsabilizando por tais visões, sua mente perturbada.

Mesmo com as forças extenuadas, ela segue os conselhos dos pais e das melhores amigas e vai para a faculdade de letras, com a qual tanto sonhou. Logo na primeira semana de aula, Olívia conhece Vinícius, um rapaz encantador, de olhos misteriosos, cor de jade e bronze. O jovem foi capaz de mexer com o coração da moça. Porém, Olívia parece estar destinada à infelicidade, pois quando acha que está conseguindo superar o trauma, descobre que suas visões não eram obras do seu subconsciente... Era, de fato, o fantasma de Daniel, surgindo, não para assombrá-la, mas para alertá-la de algo que, a princípio, parecia incompreensível e assustador. Daniel usa mensagens enigmáticas que, aos poucos, vão se tornando claras para ela. Mas uma delas, por mais clara que seja, parece tão alarmante quanto difícil de acreditar. Daniel pede para Olívia: "SALVE-A!"

Mas salvar a quem?

Dividida entre a razão e a emoção, entre um amor real e um fantasma, Olívia tem uma longa jornada a percorrer, que envolve a descoberta de si mesma, o crescimento pessoal e a busca da maturidade.
        ~

Até quando é possível fazer planos? Pensamos no amanhã, no depois, pensamos e planejamos uma vida toda; e quando temos um amor, principalmente na adolescência, planejar o futuro é inevitável. Mas e quando tudo de uma hora para a outra desmorona frente a seus olhos e nem a mais simples das promessas fica para consolar o coração?


É assim que Olívia fica quando Daniel, seu namorado e melhor amigo, perde a vida em um trágico acidente de moto. O sentimento de culpa, que sempre encontra brecha para atormentar os pensamentos de quem, de alguma forma, acredita que poderia ter feito algo que impedisse tal tragédia, soma-se ao desespero e tristeza de quem passa por isso e a vida parece ficar sem sentido, sem cor.

Diferente de histórias onde casualmente a morte chega no final do livro e só podemos imaginar o vazio sentido pela pessoa que perde um ente querido, em Onde Fica o Para Sempre, sentimos na pele toda a tristeza e sentimento de angústia trazidos pela realidade da perda; saber o que Daniel significava para Olívia nos permite se colocar em seu lugar e sofrer junto com ela.

"Daniel era uma pessoa iluminada. Sempre me incentivava em todos os aspectos da minha vida. Ele me conhecia, conhecia os meus medos e me ajudava a enfrentá-los."

Mas Olívia precisa seguir em frente. A Faculdade de Letras com que tanto sonhou está próxima, mesmo sem Daniel a seu lado e após tantos pedidos, tanto dos pais quanto das amigas, ela resolve disfarçar a tristeza ao menos por fora, já que as frequentes visões de seu antigo namorado estão fazendo com que sinta se cada vez mais confusa, e até mesmo insana.

Juntamente com as aulas, Olívia inicia uma nova rotina; Após alugar um apartamento  no Butantã, muito perto de onde moram seus pais e seu irmão, mas agora sem eles, ela dividirá sua nova casa com duas meninas também da Universidade de São Paulo. O que ela não esperava, tão pouco tempo após a morte de Daniel, é que se sentiria atraída por Vinícius, um colega de curso que parece fazer de tudo para se aproximar dela.
Vinícius é gentil, bonito, divertido e está sempre por perto, trazendo um sentimento estranho e conflitante para o coração de Olívia, que cada vez se dá mais conta de que as visões de Daniel não são exatamente frutos de sua imaginação e que ele aparece justamente nos momentos em que ela está junto de Vini, uma sutil dica de que ele não concorda com tal aproximação.

Conforme as aparições de Daniel vão surgindo, Olívia se vê em uma situação bastante complicada: Se entregar a uma nova paixão ou manter o respeito à memória do amor que lhe foi arrancado tão prematuramente? Até que em uma de suas visitas, mostrando que suas intenções não são exatamente as que ela imaginava, Daniel deixa uma enigmática mensagem da qual a princípio, Olívia não consegue desvendar: “salve-a!”


Incrivelmente, Olivia tem uma predisposição para entender as coisas de forma errada, e até que ela descubra a quem deve salvar, acaba descobrindo um mundo de possibilidades, novas amizades surgem, aventuras, situações incomuns, e percebendo melhor o mundo a seu redor, Olívia muitas vezes sai de sua zona de conforto e  dedica-se a ajudar quem precisa, encontrando em si mesma a maturidade necessária para enfrentar seus próprios problemas.

Onde Fica o Para Sempre é um livro que fala principalmente de valores; mostra a importância da família, das amizades, de conhecer a si próprio. Todos fazemos planos, como se o amanhã fosse eterno e a vida não interferisse de outra forma, mas o amanhã é desconhecido, é algo que se vive a cada momento, e Olívia aos poucos vai aprender, (e também nos ensinar), que tudo passa e que mesmo as coisas tristes, como a morte de um grande amor, não serão esquecidas, mas sim, guardadas com carinho no fundo do coração, de onde nunca sairão. Aos poucos, a busca do para sempre será novamente definida e reencontrada, assim como a felicidade é sempre desejada por todos, pois no fim, uma vida só tem sentido quando a alegria consegue encontrar-se em meio a dor.



"Eu poderia escolher ficar de luto para sempre ou levantar a cabeça e seguir em frente. Eu escolhi não sofrer mais..."


Mayra Carvalho conseguiu, através de uma escrita leve e delicada, mostrar que tudo pode ser superado, que os valores, construídos por cada um, são o que realmente importam; que muitas vezes os nossos problemas, são problemas de muitas outras pessoas também e que ao olhar para fora, é possível reconstruir o que está machucado dentro de nós mesmos, basta querer.                


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Mayra também administra a página Recados de Post-it, uma página onde são escritos "sentimentos do dia a dia em forma de recados" que já conta com mais de 70 mil curtidas.


Título: Onde Fica o Para Sempre
Autora: Mayra Carvalho
Editora: Drago Editorial
Ano: 2016