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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A Melodia do Coração


          Hoje é o aguardadíssimo lançamento do segundo volume da trilogia Fury Hunters, A Melodia do Coração, da autora Michelle Mariani. Confira a resenha


"[...] Tudo o que eu mais desejava era ouvir a sua voz."



            A vida nunca foi fácil para Benny. Pais abusivos, maus-tratos, uma infância interrompida pelas constantes mudanças de orfanato, Benício nunca pensou que encontraria motivos para sorrir. Até conhecer Cat.
Catarina foi largada na porta de um orfanato aos seis anos, quando perdeu a audição e deixou de ser a filha perfeita que seus pais desejavam. O silêncio que a cercava se tornou mais tolerável ao conhecer o garoto protetor que carregava nos braços seu passado sofrido, mesmo que essa felicidade durasse muito pouco. Quatorze anos depois, seus caminhos se cruzam de maneira inesperada, e o ex-baterista dos Fury Hunters não permitirá que eles se separem novamente. Ele nunca esqueceu Cat e ela sempre sonhou em reencontrar seu melhor amigo. A linha entre o amor e a amizade é muito tênue, e uma vez cruzada, não há deficiência que possa separar duas almas destinadas a ficarem juntas.


Para o bem ou para o mal, a vida é capaz de surpreender de formas inimagináveis. Foi assim com Catarina, quando certo dia, aos seis anos, acordou em um mundo totalmente silencioso. Após ser deixada na porta de um orfanato por seus pais, por não ser mais a filha perfeita que eles desejavam, ela se isolou em um mundo solitário, tendo que lidar com o abandono e o preconceito das pessoas a seu redor.

Benício foi tirado de seus pais ainda quando criança, mas as marcas que carregava nos braços eram uma lembrança constante dos maus tratos que recebia de quem deveria o proteger.

Quando suas vidas se cruzam em um dos tantos orfanatos pelos quais passaram, eles criam uma amizade capaz de transpor qualquer barreira, inclusive seus “defeitos”. Eles apenas não imaginavam que o tempo que tinham juntos seria tão pouco. Sempre de mangas compridas, o menino se tornou o protetor e melhor amigo de Cat, até que o dia em foram separados.

Benny, mesmo aos 14 anos, foi adotado e partiu para seu novo lar. Dias depois, Catarina foi mandada a um orfanato próprio para crianças com algum tipo de deficiência, de onde saiu apenas aos vinte e dois anos, com uma mala na mão, uma proposta de emprego em Villa Bella e toda uma vida para encarar.

Passados catorze anos, Cat não passa um só dia sem desejar reencontrar seu melhor amigo, e Benny, que a leva em seu coração desde o dia em que a perdeu, nem imagina que ao ajudar uma moça a se livrar de alguns bêbados na rua, está mais próximo de sua Cat do pode imaginar. Agora, eles vão descobrir que a amizade que guardavam desde a infância está ainda mais forte e junto a ela, um sentimento novo e único, que vem para amenizar todo o sofrimento de suas vidas.

Com uma escrita leve e fluída, Michelle Mariani nos introduz em umas das histórias de vida mais lindas que já tive o prazer de conhecer. Cat realizou seu maior desejo ao ver Ben novamente, mas ele cresceu, os lindos braços tatuados encobrem as marcas dos maus tratos do passado e as mulheres caem aos seus pés por onde ele passa, mas Benny não quer nenhuma delas. Depois de 14 anos, sua melhor amiga está de volta e ele fará o que for possível para fazê-la ficar.

Quando se sofre tantas perdas e desilusões como eu sofri, aparentemente nos tornamos mais corajosos e resistentes às pancadas e decepções. Eu podia ser muitas coisas, mas medroso nunca foi um dos meus defeitos. Eu só desejava que o sentimento fosse recíproco e que minha gata ficasse feliz por descobrir o quão profundo era o meu carinho e amor por ela.

Ao acompanhar as dificuldades de Catarina com sua surdez, um questionamento é inevitável: As pessoas não precisam falar sobre suas limitações para serem aceitas ou respeitadas, ou será que precisam?

"Meus olhos se encheram de lágrimas, mas pisquei o mais rápido que pude para contê-las e corri até onde estava minha mala. Tinha tão poucas coisas que minha vida inteira cabia dentro dela. Minha vontade era de implorar ao homem que me deixasse ficar, mas o pouco de orgulho que restava dentro de mim me impediu de fazer isso. Depois de uma última olhada no lugar que tinha sido minha casa pelos últimos três meses, virei-me de costas e comecei a caminhar sem destino pelas ruas."

Cat é uma garota forte, mas cresceu com a insegurança sempre a acompanhando; ficar com Benny, tendo a tão sonhada vida feliz ao lado de pessoas que ama é ameaçada apenas por uma coisa e é ela quem tem a decisão sobre isso.


Uma história pra levar pra vida! Em A Melodia do Coração, aprendemos sobre superação, amizade, confiança e força, força para enfrentar as adversidades da vida, para vencer os obstáculos que aparecem a cada curva e aprender que o amor é sempre o melhor caminho.

Eu amei cada detalhe deste livro, não falei muito sobre os outros personagens, mas cada um deles tem um lugar especial no meu coração! São todos pessoas do bem, e principalmente Cat e Benny, que mesmo com todos os problemas que tiveram em suas vidas, não deixaram que nenhum deles os guiasse, se não para o bem, e é assim que eles vivem, fazendo sempre o melhor por quem precisa, não olhando para qualquer deficiência, dificuldade ou rótulo.





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A autora


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Michelle Mariani é formada em Publicidade e Propaganda, mas seu dia a dia é dividido entre editar vídeos para a TV, criar peças publicitárias e escolher o próximo livro da sua lista infinita de leituras. Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, tem uma paixão enorme por romances água com açúcar, o que já arrancou risadas das amigas por odiar ler dramas exagerados e por amar saber o que acontece no final de cada livro antes mesmo de começar a leitura. 
Desde a infância é, uma leitora compulsiva, mas só se arriscou a escrever depois de adulta, decidindo que já estava na hora de colocar no papel o seu romance dos sonhos.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Os últimos dias de Dilúvio da Serra


A resenha de hoje é de um livro simplesmente sensacional! Os últimos dias de Dilúvio da Serra, do autor Adriano Paciello, publicado pela Chiado Editora, é a primeira surpresa de 2017, entrando facilmente para os favoritos e caindo na lista de indicações para a vida.


Sinopse:
Dilúvio da Serra é uma cidade repleta de superstições e sua aversão ao número 13 é uma obsessão. Prestes a completar 100 anos e com 12.999 habitantes, uma chuva avassaladora e o iminente nascimento do próximo diluviano endossam o medo da extinção do local. Pegue seu guarda-chuva e acompanhe os últimos dias de Dilúvio da Serra.




O que move uma crença? Uma crença pode mover uma cidade? As vésperas de seu aniversário de cem anos, Dilúvio da Serra respira superstição. Uma crença que começou junto à sua fundação, quando a esperança fazia parte da vida das doze famílias que ali fizeram morada.

Mognos da Serra seria o nome. Uma bonita placa de madeira para batizar o local e seguir a vida. Estamos em 1813, mais precisamente no dia 13 de setembro daquele ano, às 13 horas. O discurso de inauguração nem chegou a acontecer, pois a chuva veio forte e terminou com tudo. Depois de doze dias de chuva incessante, uma explicação. Fizeram todas as ligações possíveis e o problema era um número: 13 na data, no número de letras do nome da cidade, o “M” de Mognos, ocupando a décima terceira posição no alfabeto; era o número em tudo e isso justificava sua ruína.

Ali não havia espaço para a lógica, para o bom senso.


“O amor incondicional a algo, a alguém, aos olhos dos normais, soa como uma aberração, incomoda, revolta, contudo, enquanto o véu mágico estiver cobrindo a realidade, dor e limites ficam a dias de distância.”

Passados doze dias, um novo nome, uma nova placa de madeira, o milagroso fim da chuva e uma vida que seguiria irreversivelmente contada.

O tempo foi passando e a cidade foi crescendo de uma forma peculiar, sempre guiados pelas contagens e exclusão de quase tudo que houvesse o número 13 ou sua letra correspondente no alfabeto.

Dilúvio da Serra, próximo ao seu primeiro centenário, teme o fim. Com 12.999 habitantes e a chegada próxima de mais um diluviano, eles aguardam fielmente o cumprimento da profecia, que dita a extinção da cidade.

Neste cenário, o Padre Magno Manqueso, único a iniciar seu nome com M e a conter no nome treze letras, tenta abrir os olhos dessas pessoas e mostrar que a deve ser maior que suas crendices, mas para isso, ele deve enfrentar Johann Von Becke, que traz como tradição de família o medo e a precaução a tudo que possa atrair a desgraça novamente à sua cidade.

Beirando a insanidade, Johann tenta, de todas as formas, manter a crença da população de Dilúvio de Serra, enquanto Magno luta para trazer o bom senso àquelas pessoas. Com os dias contados para o centenário, os quase treze mil habitantes que mesmo temendo, aguardam o fim, se encaminham para uma catástrofe quase que desejada.

Que livro! Não tenho outras palavras para descrevê-lo; um final inimaginável e não sei se posso defini-lo assim, mas “hecatômbico” seria uma palavra adequada, mesmo que aparentemente esta variação não exista. Mas e as crendices, elas existem? São reais? A fixação por um número pode abalar uma sociedade inteira ou a fúria da natureza age conforme sua vontade, ignorando o temor dos que em meio ao pavor na terra vivem? Todo o medo que a população diluviana alimentou por cem anos, tem sequer uma gota de fundamento? De um lado, um homem que cresceu rodeado por histórias fatais associadas a um número, de outro, um Padre decidido a livrar a população de um medo infundado. No meio, pessoas que não sabem viver de outra forma se não a qual foram instruídas a viver, pois é o que se espera de uma desencorajadora e sincera cidade que acolhe seus visitantes assim: quando se entra “Pena que viestes; ao sair, Bom que vais”.

Os últimos dias de Dilúvio da Serra traz uma análise profunda da sociedade, entrou para meus favoritos e ao contar seu resumo para amigos, que infelizmente não carregam consigo o hábito da leitura, é impossível não assistir essa história, que em poucas páginas e raros diálogos, fala tanto e mostra muito. Quando penso em Dilúvio, posso visualizar perfeitamente a grande praça, a confeitaria e alguns personagens ali tomando café. Os acontecimentos ocorridos nos dias que antecederam ao centenário da cidade e que foram por Adriano Paciello contados, ficaram marcados em minha memória quase que como um filme, não sendo mais nítido apenas do que a certeza de que as lendas, as crenças, são o que as pessoas fazem delas.

Onde comprar: Chiado Editora I Martins Fontes Paulista


Título: Os Últimos Dias de Dilúvio da Serra
Autor: Adriano Paciello
Ano: 2016
Editora: Chiado
Páginas: 127
Gênero: Ficção / Romance

O autor:



Adriano Paciello

Professor de Lingua Portuguesa ha 21 anos no ramo de cursos preparatórios a concursos públicos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O Atirador de Duas Faces


A cena de um crime é montada. Sem saber o motivo, o detetive Sávio Saldanha é colocado no meio de uma chacina e ao mesmo tempo em que precisa desvendar o motivo dos assassinatos, precisa correr contra o tempo para não se tornar a próxima vítima. E este é apenas o início de um romance policial cheio de ação.

Sávio Saldanha se tornou um detetive após sair da Polícia Militar, onde rivalizou com o perigoso sargento Carlos Fontes. Sarcástico, estressado e politicamente incorreto, Saldanha tem uma boa fama por conseguir resolver os problemas comuns em seu serviço e atender aos pedidos de seus clientes. Após uma possível armação para incriminá-lo, ele tentará com a ajuda de seu amigo – o policial Daniel Gomes – a solucionar uma pequena onda de assassinatos na região de São Gonçalo e Niterói.

"Saldanha até cogitou a possibilidade de conseguir resolver esse mistério em uma única oportunidade, mas mal sabia ele que estava completamente enganado...
O palco de seu primeiro engano? Niterói.
O ano? 2002."

Pondo em prática seu trabalho de investigador, Saldanha precisa descobrir quem está cometendo os assassinatos e que tipo de ligação envolve as vítimas. Quando enfim descobre o que liga os assassinatos, ele percebe que o problema é maior do que imaginava, pois um fantasma de seu passado parece ser o estopim de toda essa matança.

Os cenários foram muito bem construídos e é impossível não gostar do protagonista, um homem nada simpático e bastante sarcástico, mas que cativa o leitor com seu jeito rude e sua inseparável Jaqueline, uma espingarda Calibre 12. Ele conquistou muitas inimizades entre os policiais, sendo o Sargento Fontes seu maior rival, mas tem em Daniel Gomes um amigo fiel, permitindo ao leitor ver a realidade em que vivem os mocinhos e os “vilões” dentro da corporação.

Sem a aprovação de Saldanha, uma ex-policial da 72ªDP é designada para lhe ajudar nas investigações e essa dupla improvável acaba aumentando ainda mais a ação para desvendar essa onda de assassinatos.

"Eis que Saldanha ergue Jaqueline, mais alto, e vai para o meio da rua, apontando firmemente para o Ford Corcel que vinha em sua direção [...]. O motorista freia o máximo que pode, pois seu medo maior é que o louco de calibre 12 atire acidentalmente. [...]
- Bom garoto... – Disse Saldanha – Estou requisitando seu carro agora!
- Cadê seu distintivo meu chapa? – Perguntou o motorista gordo.
- Meu distintivo e minha jurisdição são a distância entre a minha munição – Ele engatilha a arma – e o seu cérebro no banco traseiro, entre o dedo e o gatilho. SAI!"

O atirador de duas faces mostra-se um assassino implacável e não mede esforços para atingir seu alvo. Mas quem é ele afinal? O que o move?

Sabe quando você parece estar lendo o roteiro de um filme de ação policial? Foi assim que eu me senti. Ação do início ao fim e um mistério impossível de ser decifrado antes das últimas páginas. É o primeiro livro nacional que leio nesse gênero e a nota com certeza é dez! São poucas páginas, mas não faltou espaço para a adrenalina correr solta. Com uma ótima linha de acontecimentos e sem tempo para distrações, Luiz Guilherme Dias encerra seu primeiro livro com um final digno de um romance policial.

Título: O atirador de duas faces.
Autor: Luiz Guilherme Dias.
Páginas: 82.
Editora: Desfecho Romances.


O autor



Luiz Guilherme Dias do Nascimento é de Itaboraí, cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, tem 22 anos, é estudante de Ciências Econômicas da Universidade Federal Fluminense e atualmente trabalha como Office Boy na cidade de Niterói. A paixão tardia pela leitura e pela escrita fez com que suas referências fossem os filmes do final dos anos noventa e início dos anos 2000. 



segunda-feira, 25 de julho de 2016

25 de Julho - Dia Nacional do Escritor

O Dia Nacional do Escritor é a data em que comemoramos e homenageamos toda produção literária brasileira. É de conhecimento de todos que um escritor passa por inúmeras dificuldades para distribuir suas histórias para os leitores. 





O Livro sem Rabisco nasceu com a esperança não apenas de indicar livros que há muito tempo lemos e nos encantamos, ele também veio com o desejo de incentivar e ajudar a literatura Nacional a ter seu devido e merecido reconhecimento. Hoje não queremos apenas parabenizá-los pelas incríveis histórias que vocês escrevem, queremos também agradecer a oportunidade de fazer parte desse crescimento, de fazer parte dessas histórias e de conhecer personagens que ficam conosco para sempre. E mesmo que outras dificuldades venham a aparecer na trajetória de cada escritor, que o carinho e amor de todos os leitores que apreciam e guardam no coração as palavras redigidas por vocês sejam uma espécie de combustível para persistirem trazendo novos mundos, histórias, lições e alegrias para todos nós. 

Parabéns! 


Escritores
Gabrielle Carreira
Os Escritores são aqueles que proporcionam voos ao céu com os pés no chão, propiciam navegar por todos os mares do mundo e até aqueles que nunca foram vistos. 
No Dia do Escritor deve-se enaltecer toda a criatividade e inteligência daqueles que colocam todos em contato com novas culturas, novas vidas e novos mundos. 
Dia de agradecer àqueles que contam histórias para dormir, histórias para refletir, histórias que fazem acordar para a vida. Seja fantasia, seja real, não há segredo, um bom livro pode mudar toda uma vida!