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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Desencontros e Desencantos

        Me aventurei em uma leitura de época. Uma das primeiras, e ele é Nacional! Confiram a resenha do livro Desencontros e Desencantos, da autora Nathalia Batista, publicado pela nossa querida Chiado Editora.


Sinopse:

A Inglaterra, do início do século XIX, é palco de um romance repleto de paixão, dor, encontros, encantos, desencontros e desencantos. O romance é composto por pessoas e com elas, tudo o que há de pior e de melhor no ser humano.  São sentimentos explorados em uma cadência lenta nas fases mais difíceis da vida de uma mulher. Suzanne é uma doce e ingênua moça de dezessete anos, cercada e castigada pela maldosa Veronika, de quem era dama de companhia. A vida tem seu próprio jeito de ensinar aos ingênuos e proporciona um longo e árduo caminho a menina em meio a uma sociedade onde respeito e posição não raramente eram construídos com crueldade, inveja, mentiras, intrigas e vingança.


Suzanne Black mora com as Hampton desde que sua mãe, a antiga Dama de Companhia da senhora da casa, falecera. Desde então, a moça é Dama de Companhia de Veronika, uma menina arrogante e má, que faz o possível e o impossível para ser desagradável com sua criada.

Aos dezessete anos, Suzanne vê sua vida mudar quando a Sra. Hampton lhe revela mais uma das promessas feitas à mãe da garota antes de morrer: garantir-lhe um bom casamento. A Senhora Hampton não está com boa saúde e tem esperanças de casar também sua intragável filha. É dessa forma que as três mulheres deixam sua propriedade em Forxes Park e vão até Londres, com intenção de debutar as garotas.

No primeiro baile, o Marquês Alexander Radcliff, que não tem planos de casar-se, como deseja sua mãe, se encanta a primeira vista com Suzanne, que também se sente atraída pelo rapaz. Mas Alexander é um tanto quanto ciumento, e seu temperamento forte faz com que ambos se desentendam logo no primeiro encontro, pois Suzanne acaba chamando a atenção por sua beleza, simpatia e talento ao tocar piano, conquistando também o Duque Underwood.

Veronika não admite que sua criada se saia bem na história, diante da possível felicidade de Suzanne e Alexander, ela começa a planejar a separação do casal, que entra em uma paixão rapidamente.

"Na verdade, ambos gostaram de sentir o contato de seus corpos, um do outro. A moça ficou sem fôlego, não entendia o que se passava com ela. Ele, já experiente, soube naquele momento que estava perdido de amor por ela, e que seu coração só a ela pertenceria, pois nunca sentira tamanha atração por mulher alguma, até hoje."

Eu ainda não tive maior contato com o romance de época, portanto, não sei qual o perfil das pessoas da sociedade dessa época. Achei a história bastante corrida, Alexander se apaixonou por Suzanne rapidamente, e com essa rapidez, surgiu também grande ciúme - doentio e possessivo. Não conheço os costumes da época, mas achei o romance bastante precoce quanto a estes sentimentos.

Como o título sugere, Desencontros e Desencantos acontecem, guiando os caminhos dos personagens. A linha geral da história é agradável, o que ficou meio forçado foram os desfechos que delimitaram a trama. Suzzane e Alexander agem com muito impulso em alguns momentos, tomando decisões importantes demais para serem resolvidas com meias palavras e poucos minutos.

São estes atos impulsivos que levam a história a dar um salto no tempo. Veronika tem êxito em seus planos e consegue separar Suzzane de Alexander. De repente, viramos a página e se passaram doze anos. Depois desse tempo, em que sabemos rasamente sobre o que aconteceu em suas vidas, somos levados novamente a momentos importantes que acabam unindo novamente nossos protagonistas, e então vamos ao desfecho dessa história de amor mal resolvida.

É uma leitura rápida e não muito profunda. Mesmo assim, é possível entender a moral da história, que fala sobre tempo, vingança e perdão.


Livro no site da Editora: Desencontros e Desencantos



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Os últimos dias de Dilúvio da Serra


A resenha de hoje é de um livro simplesmente sensacional! Os últimos dias de Dilúvio da Serra, do autor Adriano Paciello, publicado pela Chiado Editora, é a primeira surpresa de 2017, entrando facilmente para os favoritos e caindo na lista de indicações para a vida.


Sinopse:
Dilúvio da Serra é uma cidade repleta de superstições e sua aversão ao número 13 é uma obsessão. Prestes a completar 100 anos e com 12.999 habitantes, uma chuva avassaladora e o iminente nascimento do próximo diluviano endossam o medo da extinção do local. Pegue seu guarda-chuva e acompanhe os últimos dias de Dilúvio da Serra.




O que move uma crença? Uma crença pode mover uma cidade? As vésperas de seu aniversário de cem anos, Dilúvio da Serra respira superstição. Uma crença que começou junto à sua fundação, quando a esperança fazia parte da vida das doze famílias que ali fizeram morada.

Mognos da Serra seria o nome. Uma bonita placa de madeira para batizar o local e seguir a vida. Estamos em 1813, mais precisamente no dia 13 de setembro daquele ano, às 13 horas. O discurso de inauguração nem chegou a acontecer, pois a chuva veio forte e terminou com tudo. Depois de doze dias de chuva incessante, uma explicação. Fizeram todas as ligações possíveis e o problema era um número: 13 na data, no número de letras do nome da cidade, o “M” de Mognos, ocupando a décima terceira posição no alfabeto; era o número em tudo e isso justificava sua ruína.

Ali não havia espaço para a lógica, para o bom senso.


“O amor incondicional a algo, a alguém, aos olhos dos normais, soa como uma aberração, incomoda, revolta, contudo, enquanto o véu mágico estiver cobrindo a realidade, dor e limites ficam a dias de distância.”

Passados doze dias, um novo nome, uma nova placa de madeira, o milagroso fim da chuva e uma vida que seguiria irreversivelmente contada.

O tempo foi passando e a cidade foi crescendo de uma forma peculiar, sempre guiados pelas contagens e exclusão de quase tudo que houvesse o número 13 ou sua letra correspondente no alfabeto.

Dilúvio da Serra, próximo ao seu primeiro centenário, teme o fim. Com 12.999 habitantes e a chegada próxima de mais um diluviano, eles aguardam fielmente o cumprimento da profecia, que dita a extinção da cidade.

Neste cenário, o Padre Magno Manqueso, único a iniciar seu nome com M e a conter no nome treze letras, tenta abrir os olhos dessas pessoas e mostrar que a deve ser maior que suas crendices, mas para isso, ele deve enfrentar Johann Von Becke, que traz como tradição de família o medo e a precaução a tudo que possa atrair a desgraça novamente à sua cidade.

Beirando a insanidade, Johann tenta, de todas as formas, manter a crença da população de Dilúvio de Serra, enquanto Magno luta para trazer o bom senso àquelas pessoas. Com os dias contados para o centenário, os quase treze mil habitantes que mesmo temendo, aguardam o fim, se encaminham para uma catástrofe quase que desejada.

Que livro! Não tenho outras palavras para descrevê-lo; um final inimaginável e não sei se posso defini-lo assim, mas “hecatômbico” seria uma palavra adequada, mesmo que aparentemente esta variação não exista. Mas e as crendices, elas existem? São reais? A fixação por um número pode abalar uma sociedade inteira ou a fúria da natureza age conforme sua vontade, ignorando o temor dos que em meio ao pavor na terra vivem? Todo o medo que a população diluviana alimentou por cem anos, tem sequer uma gota de fundamento? De um lado, um homem que cresceu rodeado por histórias fatais associadas a um número, de outro, um Padre decidido a livrar a população de um medo infundado. No meio, pessoas que não sabem viver de outra forma se não a qual foram instruídas a viver, pois é o que se espera de uma desencorajadora e sincera cidade que acolhe seus visitantes assim: quando se entra “Pena que viestes; ao sair, Bom que vais”.

Os últimos dias de Dilúvio da Serra traz uma análise profunda da sociedade, entrou para meus favoritos e ao contar seu resumo para amigos, que infelizmente não carregam consigo o hábito da leitura, é impossível não assistir essa história, que em poucas páginas e raros diálogos, fala tanto e mostra muito. Quando penso em Dilúvio, posso visualizar perfeitamente a grande praça, a confeitaria e alguns personagens ali tomando café. Os acontecimentos ocorridos nos dias que antecederam ao centenário da cidade e que foram por Adriano Paciello contados, ficaram marcados em minha memória quase que como um filme, não sendo mais nítido apenas do que a certeza de que as lendas, as crenças, são o que as pessoas fazem delas.

Onde comprar: Chiado Editora I Martins Fontes Paulista


Título: Os Últimos Dias de Dilúvio da Serra
Autor: Adriano Paciello
Ano: 2016
Editora: Chiado
Páginas: 127
Gênero: Ficção / Romance

O autor:



Adriano Paciello

Professor de Lingua Portuguesa ha 21 anos no ramo de cursos preparatórios a concursos públicos

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Cidades-Mortas

Já imaginaram como seria o Brasil em um futuro distópico? Lisarb tem um governo opressor, onde o único lema da Bandeira é Ordem e é preferível mandar jovens humildes para uma morte lenta e certa à cuidar de seu futuro. Acompanhem a resenha de hoje do livro Cidades-Mortas, em parceria com  a Chiado Editora, do autor Dêner B.Lopes. 



Sinopse:
Cada uma das 10 Cidades da nação de Lisarb escolherá, por meio de voto dos habitantes, um casal de jovens entre 15 e 18 anos para o Festival das Cidades-Mortas.
Os 20 Eleitos serão encaminhados para a Cidade-Morta selecionada, onde serão confinados e terão que escapar dos soldados-robôs que irão se dispersar pelo local, com claras intenções de morte lenta.
Todos aqueles que conseguirem sobreviver até o final das duas semanas de confinamento, terão a honra de fazer dois pedidos, possíveis e aprovados pelo Presidente, é claro.
As seleções começarão no dia primeiro do último mês do ano e o Festival terá início no dia terceiro após os Eleitos serem anunciados.
O confinamento será acompanhado por toda Lisarb por meio da TV aberta durante todos os dias do Festival, ao fim das noites.
Aos Eleitos, com toda a verdade, desejamos sorte e, acima de tudo, coragem.
David Neil e Boris Alvimar (Diretor da Emissora RGS-14 e Presidente da República)


Arthur Noah tem 16 anos, é pobre, órfão e tem quase certeza de que será o Eleito da próxima edição do Cidades-Mortas, festival de “entretenimento” onde vinte Eleitos são confinados à uma cidade-morta de Lisarb, antigas favelas nas quais a população foi dizimada e posteriormente usadas para sediar as edições do evento. Lá, os Eleitos precisarão fugir de soldados-robôs que não hesitarão em os torturar até a morte, caso sejam pegos.
Lisarb é uma reles sombra do que um dia foi o Brasil, liderado por um governo opressor, o preconceito impera nas relações da sociedade chegando a tal ponto onde até o espaço da praia é separado para brancos e negros, com um bom espaço entre eles.
A questão das drogas é algo imperdoável nessa sociedade e após ser pego com maconha, Arthur vai para a prisão, onde poderá ficar anos privado de sua liberdade.
 No dia da apresentação dos Eleitos, sem deixar de imaginar a frustração da elite branca votante ao não ver seu nome na lista de “candidatos”, Arthur e William, outro menor preso, assistem a abertura da trigésima edição Festival das Cidades-Mortas e mal imaginam eles que a aparente fuga planejada da prisão os levará para muito distante da tão sonhada liberdade.
Dêner fugiu do clichê das distopias, onde os protagonistas são direcionados previsivelmente para o meio da chacina. Mas isso não impede que, mesmo assim, Arthur acabe no meio da Cidade-Morta do Rio de Janeiro, a escolhida desta edição.
A ideia de Dêner é boa. Ele entra em assuntos delicados como preconceito racial, violência e o uso de drogas e nos mostra essa sociedade de diferentes pontos de vista. A leitura é rápida e esse foi um dos pontos negativos que encontrei durante o livro, o autor não se prende muito a detalhes, não nos permitindo visualizar melhor determinadas cenas da história, mesmo que a linha de acontecimentos seja interessante. Senti falta também de maior participação dos soldados-robôs, que não aparentam ser tão horríveis assim.
Um momento na história me chamou a atenção, que pra não dar spoiler, cito apenas que é uma forma que os idealizadores do evento criaram para “burlar” a naturalidade dos desfechos ocorridos no Reality Show, mostrando que nem mesmo quando vidas estão em jogo, o pão e o circo bastam para a plateia, que necessita incessantemente de mais fogo na fogueira, pois isso é o que dá (?) graça a vida.

Amo distopias e adorei ver como o Brasil se encaixaria nesse modelo, mesmo que alguns elementos já estejam presentes em nossa sociedade atual. Dêner está de parabéns pelas lições que mostra ao longo da narrativa e como disse antes, apenas a questão de um maior aprofundamento quanto aos detalhes foi o que ficou como ponto negativo para mim.

Livro cedido pela Chiado Editora.
Autor: Dêner B. Lopes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Um Anjo Na Terra

Sabe aquele livro que você termina com os olhos inchados de tanto chorar, mas com um sorrisão no rosto? Então, é “Um anjo na terra” da autora Luana Barros. A autora também publicou os livros “Amar vale a pena” e “Amar vale a pena – Recomeçar”, e hoje vamos falar sobre Gabriel, o anjo mais teimoso e amado do mundo.


E quando um anjo é enviado à Terra para realizar um desejo de cada pessoa? Será que daria certo? O que elas pediriam? Será que ele atenderia na íntegra? Não o anjo Gabriel, questionador e sem muita paciência com o egoísmo dos homens, causará várias situações constrangedoras e engraçadas para salvar os seres humanos de si mesmos! 
Um livro com histórias de pessoas como nós, que se enfurnam numa rotina enfadonha e esquecem de viver, sobrevivem a cada dia como se nunca fossem morrer, deixam seus sonhos para um amanhã que nunca chega... Mas uma hora acordamos ou um anjo nos acorda!



Gabriel recebe uma missão, algo que seria simples. Ele só deveria conceder um desejo a cada pessoa na terra. O grande problema é que ele não acredita o suficiente nos seres humanos quanto as suas vontades, afinal, eles poderiam pedir algo fútil que não precisam de verdade e esquecer daquilo que realmente os levaria a felicidade.
A escolha era clara: Gabriel realizava os desejos e cumpria sua missão corretamente ou corria o risco de ser punido por interferir nas decisões das pessoas a fim de conceder aquilo que eles precisavam para ter uma vida plena.

“- O paraíso é na terra mesmo! Mas precisam complicar tudo. Não reconhecem um amor se não for como desejam! Como se soubessem o que é melhor pra eles!”

O que acham que ele escolheu? Gabi é um anjo teimoso e não está disposto a deixar algo tão importante nas mãos dos insensatos humanos: “eles não sabem o que querem e como encontrar a felicidade, então precisam de uma mãozinha”, este é basicamente o pensamento desse amado anjo.

“Muitas pessoas sofrem por convenções que pensam serem verdades absolutas. Depois descobrirão quantas coisas fazem achando ser o correto, e é o mais completo erro.”

Tomada sua decisão o anjo inicia uma trama rebuscada e maluca levando todos a aceitarem aquilo que ele sabe que é certo para cada um. Acidentes, itens inclusos em bagagens, aparições inesperadas e muitas outras confusões fazem parte da sua estratégia que ao final acaba nos mostrando que ser feliz é muito simples, nós que complicamos tudo.

Tenho tanto pra falar desse livro, que mal sei como colocar em palavras. Trata das escolhas que fazemos para a nossa vida. Às vezes as coisas são tão simples que acabamos desconfiados, e geramos vários empecilhos para uma situação, metemos os pés pelas mãos e atrasamos ao máximo as coisas boas que poderíamos ter.
O personagem principal da história é o Anjo Gabriel, que liga todos os pontos da narrativa. A obra é recheada de personagens, todos eles com ligações entre si. São famílias, amigos e  amores que se encontram e se desencontram ao longo da narrativa. É impossível falar de todos sem entregar spoilers.  Tudo começa com Lívia, pedindo a reconciliação dos pais, Ana e Jorge, que vivem em pé de guerra, a partir daí os demais personagens vão surgindo e completando o sentido da história.

“- Se Deus fosse esperar merecerem, não poderia fazer as suas graças na vida de vocês.”

Amar Gabriel é algo tão natural, quanto respirar. Ele encanta mais e mais a cada página. Sua teimosia aliada à bondade, ao desejo de ver todos os seus protegidos alcançando o melhor da vida é algo tocante. Engraçado, irônico e carinhoso, o anjo alcoviteiro (como foi chamado várias vezes) não poupou esforços para alcançar o melhor. Alguns protegidos podiam vê-lo, e os diálogos entre eles são impagáveis. Para alguns ele não aparecia, mas estava sempre por perto, observando e mexendo seus pauzinhos.

“- Cuidado com os pensamentos, Gabriel. Até os anjos precisam cuidar deles!”

Torci tanto por cada personagem. Principalmente por Bernardo, que tem um espírito lindo, livre e inocente, luta pelo que quer e conquista com seu bom humor. Diferentes de outros livros, não teve nenhum personagem que não gostei, talvez por não existir um vilão na história.  As escolhas dos personagens, seus medos e inseguranças são seus piores rivais. Mas isso os torna tão humanos, que é possível se identificar com cada um deles, criando uma afinidade com o todo.

“-Tudo bem, senhor Bernardo, qual foi a última vez que se alimentou?
- Já quer me convidar para jantar? Ele brinca e geme de dor.”

O grande X da questão do livro é o que fazemos com a nossa vida. Temos rotinas corridas e muitas vezes não paramos para observar o que acontece ao nosso redor. Deixamos que boas coisas passem ao nosso lado sem o mínimo de esforço para atraí-las. Além dos sentimentos ruins que acabam interferindo em nosso dia-a-dia. Magoa, orgulho, medo, decepção, ganância, entre outros são coisas que acabam nos levando para trás, atrapalhando nossos sonhos. Sentimentos ruins anulam nossa felicidade, pois infelizmente prestamos mais atenção neles do que em saídas para contornar tudo isso.

“Bem-vindo à vida! Ela é assim... É inconstante, imprevisível e, na maioria das vezes, não é como vocês querem.”

Os personagens não conseguiram se livrar desses empecilhos sozinhos, contando assim com a ajuda de Gabriel para ajudar a fazê-los enxergar esses erros. Na nossa vida também ficamos confusos e cegos com esses maus sentimentos, nessas horas precisamos parar e dar uma atenção especial à nossa situação. Podemos contar com a fé para transformar o ruim em bom e nos guiar para o melhor caminho.

“-Não precisa ficar nervoso por aprender a sentir a vida. – o anjo dá de ombros. – Com o tempo você se acostuma. – Agora ele o encara. – Alias você se vicia!”

Foi essa a lição que tirei do livro, que coisas ruins acontecem, mas está em nossas mãos, na nossa vontade e na nossa fé a possibilidade de reverter tudo isso. De alcançar à felicidade e fazer feliz quem vive ao nosso redor. De aceitar os momentos difíceis e aprender a conviver com eles. E principalmente que para tudo há um tempo certo, basta saber esperar pelo melhor.

“A recompensa por ser amigo verdadeiro é esta: ter o melhor das pessoas expresso em amizade, em carinho, em palavras, em olhares cúmplices, em silêncios agradáveis... Da forma que melhor couber, que um grande amigo sempre sabe.”

A escrita da autora é incrível. Ela consegue alternar o humor e histórias emocionantes com uma precisão única. Em alguns momentos gargalhei, em outros não consegui conter as lágrimas. E esse jogo de sentimentos em meio a uma leitura é a verdadeira alegria do leitor. Folhear as páginas e não conseguir largar, se colocar no lugar dos personagens, querer estar dentro dá história. Fico extremamente feliz em ver a literatura nacional conquistando seu espaço. Espero que seja só o começo de uma longa trajetória de sucesso para esta autora, que seus livros cheguem e modifiquem a vida de muitos leitores.
Foi um dos melhores livros que li esse ano, com tudo que eu mais gosto: romance, drama e humor. Tudo na medida certa. Recomendo a todos, espero que o anjo Gabriel conquiste vocês da mesma forma que me conquistou.
O livro será lançado na Bienal de SP, no dia 03 de setembro.
Adquira o livro clicando aqui.





“- A felicidade dos que amamos também é a nossa.”

 “- E pra ser feliz é preciso ter memória ruim.”

“-Tantas dúvidas... No amor verdadeiro não há espaço  para elas, minha querida!”

 “Não pense em quem te deixou, valorize quem está com você”.

 “-As pessoas nem sempre estão preparadas para receber o que oferecemos.”

“Não coloque sua confiança no dinheiro, em nada daqui. Confie em Deus. Coloque seu coração em Deus, não o apegue aqui.”

“Tem horas que o coração grita e se não o escutarmos, enlouquecemos.”



Título: Um Anjo na Terra
Autor: Luana Barros
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016
Páginas: 310

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Intimidade

“-Meu nome é Vanessa Whaiting - Comecei bem devagar. – Estou com meus dias contados. Isso mesmo! Estou morrendo! Tenho poucos meses de vida. Tenho uma doença que está me levando para a morte. O meu tempo é curto!”

A resenha de hoje é sobre uma emocionante história de amor, fé e transformação. “Intimidade”, da autora M. Cristina Oliveira, nos mostra como Deus age mesmo nos momentos difíceis, desde que tenhamos força para fazer sempre o melhor para nós e as pessoas ao nosso redor.


"A vida muitas vezes me assusta, me deprime, me fere. Contudo sempre encontro uma maneira de continuar, de prosseguir, de continuar sorrindo. Assim eu me supero diariamente, eu surpreendo. Eu renasço das cinzas como uma Fênix!
A morte não será o meu fim, nem apagará o meu desejo de ser e de fazer alguém feliz!"

Vanessa Whaiting é uma jovem cheia de sonhos, apaixonada pela vida, mas que descobre que seus dias estão contados.
Ela correrá contra o tempo para fazer dos seus últimos dias, dias de transformação e de fé.



Vanessa sempre teve uma vida calma e privilegiada. Seguiu a profissão que pretendia, tem pais que a amam, encontrou o grande amor de sua vida; porém, uma grande reviravolta em seu destino acaba mudando tudo, transformando sua história e alterando seus sonhos. Ela tem câncer e está morrendo.

“A vida sempre me encantou de uma forma que o seu perfume me envolvia e me fascinava totalmente. Sempre estive alheia as dificuldades que ela pudesse me trazer. Eu gosto de estar viva e de me sentir viva.”

Ao longo da narrativa conhecemos um pouco a forma como ela lida com a sua realidade, o apego com Deus para superar esses momentos e como ela consegue mudar a vida de tantas  pessoas, mesmo vendo a sua própria vida escapar por entre os dedos.
Muitos conflitos ainda passam por seu caminho, mas ela escolhe viver da melhor forma possível seus últimos dias, marcar seu nome no mundo e no coração das pessoas que encontra nessa caminhada.

“A vida é tão estranha. Quanto mais você precisa dos amigos, para mais distante parecem voar.”
  
Não é uma história sobre uma doença, nem sobre um trágico fim. É uma história sobre fé, intimidade com Deus e como ela pode nos dar força para vencer qualquer obstáculo.

“Deus nos criou fracos e limitados para que o seu poder fosse revelado em nossas fraquezas e em nossas limitações. Ele se revela através das nossas fraquezas.”


O livro é narrado pela perspectiva de Vanessa, seu marido Luccas e seus pais. Cada capítulo traz um pouco mais dos dias e das escolhas feitas pelos personagens. Em tempo psicológico, alternando entre o passado e os dias atuais, mostrando momentos importantes que foram vividos e como estes afetam o presente.
Com a chegada da doença, Vanessa pede por um milagre, mas ao mesmo tempo está se preparando para o que a espera caso não seja curada. Seus dias são uma busca constante de intimidade com Deus e de fazer o bem à outras pessoas.

“Sentia-me um instrumento nas mãos do Criador. Sentia-me bem com a felicidade dos outros.”

Um sick-lit diferente, pois tem um apelo espiritual muito grande. Mostra o quanto a fé pode ser determinante na vida das pessoas e como o amor de Deus pode operar em nossa vida.

“Afinal ninguém vive para sempre. A grande diferença era que eu sabia quanto tempo aproximadamente teria.”

Vanessa teve uma vida tranquila, até a descoberta de sua doença ela aproveitou uma vida perfeita. Sempre doce e meiga, conquistava as pessoas ao seu redor. Serva de Deus,  buscava na sua palavra as melhores saídas para seus problemas. Sua fé é posta a prova com a descoberta da enfermidade, e isso provou a sua fidelidade e intensificou a intimidade que já possuía com o criador. Usou seus dias para transformar vidas através de cartas. Torcendo sempre por um milagre que a salvaria.

“Não há sensação melhor do que se sentir livre.”

“Ele era demais para mim e eu sempre fui muito pé no chão para sonhar de olhos abertos.”

Luccas se apaixonou por Vanessa  desde o primeiro instante. Ela era diferente das outras mulheres. Contida, divertida  e ainda assim capaz de cativar a todos, sua personalidade os aproximou.  Muito desejado pelo público feminino, devido a sua imensa beleza, encontrou nela a mulher da sua vida. Enfrentou a doença ao seu lado, mostrando que a fidelidade das relações proporcionam uma firmeza na vida e uma ideia de que tudo pode dar certo no final.

“Não entendo como alguém pode ser tão bonito. Não consigo nem pensar perto de você.”

“O que o amor faz com uma pessoa, o ridículo torna-se normal.”


Esther e Roberto, pais de Vanessa, são um casal  financeiramente estável, que colocam a família como prioridade. Ela é sua única filha e a possibilidade de perdê-la abala a fé de ambos. Mas com o passar do tempo eles percebem que não adianta se irar contra os planos de Deus.

“O amor de Deus por nós está acima de qualquer prova.”

A antagonista da história é a doença que tomou conta do corpo de Vanessa. Ela que gera todos os conflitos internos em todos os personagens e comanda o desenrolar da narrativa.

Em meio a dificuldade extensas , é comum que a fé seja abalada. Pode ser tão difícil que pensamos que Deus não olha por nós, que nos esqueceu, que não nos ama. Mas a espera é fundamental para ver nesses momentos complicados o verdadeiro propósito. Acredito que tudo que vivemos nesta terra tem um porquê. Muitas podem ser as hipóteses sobre o motivo de estarmos aqui, eu acredito que nos preparamos para algo maior, para encontrar Deus em nosso final nesta terra, que exista uma eternidade nos esperando. Este livro nos mostra  uma face deste propósito. De como podemos pegar algo ruim e transformar em algo bom para nós e os que nos rodeiam.

“Cada pessoa nasce com um tempo determinado e com um propósito definido.”

Uma história emocionante que nos motiva a ser melhores e a repensar nossas atitudes. Me senti tocada por cada palavra. Como cristã entendo muito do que foi narrado, mas mesmo buscando aperfeiçoar a fé dia após dia, sei como momentos assim podem desestabilizar alguém. Já vi isto acontecer e a força necessária para entender e se manter firme é maior do que pensamos ao ver situações ao nosso redor. Trata de algo que um espectador não pode compreender totalmente, sentimentos são algo muito pessoal. Quando se perde tudo é muito difícil se manter lúcido e aceitar que existem coisas que não podemos evitar. O livro mostra um pouco da visão de quem passa por esses momentos. Desnuda os sentimentos e nos leva a entender um pouco as ações que não achamos lógicas ao observar. E também nos faz pensar naquilo que fazemos dos nossos dias. Como vivemos, como impactamos as pessoas, como somos importantes e essenciais. Que somos únicos e podemos fazer da nossa única vida um portal de alegria e esperança para quem também está sofrendo.
Recomendo a todos, independente de crenças. Pois o amor que carregamos dentro de nós e a fé que nos motiva é universal.
  
“Se a vida lhe trouxer  dores, o melhor que podemos fazer é transformar essas dores em força; se a vida lhe trouxer pedras, podemos construir escadas. Quando a vida se encurtar diante dos seus olhos, o melhor a fazer é transformar os poucos momentos em momentos que marquem a sua existência.”


Adquira seu exemplar clicando aqui.


Título: Intimidade
Autor: M. Cristina Oliveira
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016
Páginas: 330

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A garota que eu nunca beijei

A resenha de hoje ainda é em clima de romance, “A garota que eu nunca beijei” é o primeiro livro da autora Suelen Perez de Azevedo, lançado pela Chiado Editora. E foi o nosso escolhido para continuar propagando o amor após o dia dos namorados.


O que fazer quando seu melhor amigo é o motivo de seus mais espontâneos e sinceros sorrisos, mas ao mesmo tempo a razão de suas lágrimas e enxaquecas? Quando o amor e a amizade se dão as mãos e o seu coração já não sabe mais para onde ir...

Samantha e Diego são amigos há quatro anos e fazem tudo juntos. Desde assistir a filmes até tocar na mesma banda. Eis que surge das lembranças inesquecíveis do passado a ex e primeira namorada de Diego. Uma viagem rumo à cidade que se deixou para trás mudará para sempre a relação desses dois amigos. Música, drama, humor e reconhecimento de sentimentos até então desconhecidos e escondidos. E mais, saber que ainda se pode ter tudo.


Diego vive uma vida um tanto nômade, devido à profissão de seu pai. Passando de cidade em cidade, sempre em busca das melhores matérias, a família do jornalista sente a necessidade de criar raízes.
Em sua curta estadia em Belo Horizonte, Diego encontra o primeiro amor. Em Diana encontra tudo que procurava para se sentir completo, e via a seu lado um futuro repleto de paixão e companheirismo. Tudo corria bem, não fosse a ultima mudança que se aproximava.

"Falar com quem se gosta, ainda mais quando se tem saudades, é uma das melhores sensações do mundo." 

Após tantos anos de lugar em lugar, a família se muda para Maringá, e finalmente tem um lar fixo, infelizmente muito longe de onde Diego gostaria de viver.
O primeiro relacionamento desse casal principiante não resistiu à distância, e logo as promessas de esperarem um pelo outro foram quebradas, juntamente com o coração do jovem, que conviveria com as cicatrizes desta decepção por um longo tempo.

"Quando a gente vive assim Diego, dia após dia com assuntos inacabados, é como se uma parte da gente ficasse pra trás."

Porém o destino foi generoso com Diego, lhe tirou o primeiro amor, mas presenteou-o com uma joia raríssima. Samantha, a menina linda e atrapalhada, que sabe desvendá-lo com apenas um olhar, e com uma palavra tem o poder de trazer paz para a sua alma. Esta menina incrível que irá estar sempre ao seu lado, se tornando a melhor amiga que poderia ter desejado.

"Na frase pronunciada por ambos, o “se cuida” era diferente. Único. Carinhoso. Era um “se cuida” querendo cuidar um do outro."

Com o passar dos anos, perto de alcançar a maioridade, eis que surge a chance de reencontrar seu antigo amor, e retomar o relacionamento interrompido.
Mas quando a chance está ao seu alcance, um furacão de sentimentos invade seu coração, e ele passa a rever seu desejo de estar com Diana, pois talvez sua verdadeira felicidade esteja ao seu lado, vestida de melhor amiga.

"Não se perca e muito menos deixe que a verdadeira pessoa que dispara e tranquiliza o seu coração  se perca de você. "


Esta é uma história de amor, uma das boas, pois nela encontramos várias formas desse sentimento. Entre amigos, entre pais e filhos, entre irmãos, entre namorados, amor pelas paixões que cultivamos no dia-a-dia.
Acompanharemos o nascimento do amor entre dois jovens de 13 anos, e como as reviravoltas da vida acabam os separando.
Também o nascimento de uma amizade linda, e que se transforma em algo mais forte a cada dia.
Como o amor pode machucar, e uma verdadeira amizade pode ser o bálsamo para essas dores.
Veremos o amor pela música, que é compartilhado por estes jovens, e a família de coração que eles construíram entre si.

"E para que tanta pressa assim se a vida tem que ser vivida e saboreada pelas beiradas e aos pouquinhos?"

Diego é um rapaz confuso, embora tenha muitos casos passageiros, não consegue assumir um relacionamento sério, pois leva dentro do seu coração uma fixação pela primeira namorada. Esta presença que ela representa em sua vida acaba contribuindo para que ele não enxergue nada a sua volta, nem mesmo a paixão que sua melhor amiga e fiel companheira sente por ele. Bonito e talentoso, ele atrai a atenção do público feminino. Dono de uma personalidade forte, e um senso de humor invejável, conta com o apoio dos pais, tão adoráveis quanto ele, e foge sempre de qualquer assunto mais sério.

"Mas nem sempre podemos ter tudo. Por isso as escolhas existem  e são necessárias."

Samantha é uma menina dedicada e decidida. Integrante da banda “Os Noturnos”, a música faz parte da sua vida, mantém em união as pessoas que mais ama. Uma menina sarcástica e engraçada, que está sempre disposta a ajudar os outros, e sempre tem uma palavra de conforto para os que vivem em sua volta. Conhece Diego de uma forma estabanada, esbarrando nele, e desde esse momento, tem sentimentos profundos pelo amigo, porém sabe que ele não a vê da mesma maneira, só tem olhos para a ex namorada, e desta forma fica contente em se manter ao seu lado como melhor amiga.

"A esperança é a primeira que se acende e a última que se apaga."

Os demais integrantes da banda, Nick, Guilherme, Gustavo e Clara são os outros integrantes dessa família, e sonham em fazer sucesso como músicos, mesmo que estejam se preparando para entrarem na universidade e seguirem outras carreiras. Completam-se mutuamente, mesmo com algumas discussões são capazes de superar e levar a amizade sempre adiante.

"Seja como for, ela ficaria ao lado da amiga, pois quando não estamos sozinhos, ficamos mais fortes."

Diana, a ex, foi uma menina doce, mas em seu reencontro prova ser uma garota fria, que não expõe seus sentimentos. Obcecada por Diego, está disposta a fazer o que for preciso para tê-lo de volta.
Todo esse misto de personalidades entre os personagens, faz com que a narrativa se mantenha interessante do inicio ao final, a interação entre eles é tão completa que não há espaço para exaustão. Os conselhos sábios da mãe de Diego, as ironias e bom humor de Sam, o alto astral de Clara, a fidelidade de Guilherme, a responsabilidade de Nick, a idiotice de Gustavo, os dúvidas de caráter e personalidade de Diana e até mesmo as confusões de Diego prendem o leitor até o fim.

A história começa e termina em Belo Horizonte. Mas tem uma parcela considerável em Maringá. Todas as descrições aumentaram minha curiosidade em conhecer está cidade, que foi escolhida para ser o lar da família de Diego. Belo Horizonte também pareceu encantadora, com a vida noturna animada. Impossível decidir entre as duas.

Embora a história pareça apenas mais um clichê, há muitos elementos que a tornam interessante. O envolvimento com a música, o tema da amizade que vira amor, que não é algo incomum, pois como é citado no livro, você não escolhe um inimigo para se apaixonar. A verdade é que estar tão próximo de alguém pode ser o pontapé inicial para um sentimento mais profundo, e lidar com isso pode ser mais complicado do que parece. Há também os fortes laços de amizade, que prova o quanto isso é importante em nossa rotina. E as dificuldades para alinhar nosso coração com nossos pensamentos. Além de tudo isso, ainda podemos contar com o bom humor para tornar todos esses conflitos mais leves.

"Se os olhos realmente falassem revelariam muitos segredos."

Amei a leitura, e me envolvi muito com a história. Escolhi um lado e torci até o final. Um romance leve e divertido, que envolve temas do cotidiano e por este motivo nos aproxima mais dos personagens. Segue a recomendação. Conheçam e apaixonem-se por este triângulo amoroso.

"A vida é muito curta e não devemos perder mais tempo. A felicidade pode estar mais perto do que  a gente possa imaginar."

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Título: A garota que eu nunca beijei
Autor: Suelen Perez de Azevedo
Editora: Chiado Editora
Ano: 2016
Páginas: 550

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Em Busca das Borboletas

A resenha de hoje é sobre um livro vindo direto de Portugal. “Em busca das borboletas” é o primeiro romance da escritora portuguesa Margarida Pizarro.


"Maria Mendes é uma luso-americana apaixonada por moda que decide mudar-se para Nova York em busca dos seus sonhos.


Inseparável das suas melhores amigas Joan e Alicia, Maria vive uma amizade com laços profundos impossíveis de ser quebrados onde as suas vidas entrelaçam-se em momentos lindos e hilariantes.

O seu mundo aparentemente perfeito e de paz é alterado quando conhece o sexy e irresistível futuro candidato a Mayor, Dale Sloan. Sem conseguirem evitar, apaixonam-se perdidamente vivendo uma intensa história de amor.

Mas as diferenças entre os seus mundos podem ameaçar a sua felicidade, manchando com dúvidas o futuro a dois que eles tanto ansiavam viver. Será que o amor vence todas as barreiras?

Um romance que nos faz entrar, ao mesmo tempo, no mundo mágico da moda e na realidade viciante da política americana.
Alegria, drama, ação, suspense, diversão, paixão e muito amor numa história mágica que nos leva a rir e a chorar."


Maria, formada em marketing de moda, é uma mulher de origem simples, que sempre batalhou pelos seus sonhos. Filha de pais portugueses, trabalhadores, que se esforçaram muito para garantir a formação da filha, ela carrega a alegria latina em seu sangue, o que a destaca dos demais.
Tudo corre bem em sua vida, conquistou o emprego dos sonhos, tem as melhores amigas que podia sonhar, conheceu Alan, que é a personificação de um deus grego e está completamente apaixonado por ela. Mas ainda assim lhe falta algo.
Ela sempre teve certa resistência com relacionamentos, em seu romance com Alan não foi diferente. Ainda que existisse carinho, faltava aquela paixão avassaladora que seria responsável pela entrega total na relação. (Uma pena. Torcia muito por este casal!).
Tudo muda ao conhecer Dale Sloan, futuro candidato a prefeito de Nova York, que faz questão de lhe apresentar os sentimentos que Maria ansiava tanto conhecer.
Ambos não resistem a atração e paixão que os envolve e se entregam ao amor, parecendo viver um conto de fadas. Porém estar em meio ao mundo de pessoas tão poderosas, capazes de tudo para alcançar seus objetivos, pode ser difícil, principalmente para Maria, que não esperava tantas reviravoltas em sua vida.
Ficam as constantes perguntas: Quanto um amor pode aguentar? Até onde este casal está disposto a ir? Quantas batalhas precisarão vencer  para alcançar a felicidade?

Os personagens são bem construídos e tão encantadores que não há como não amá-los (ou odiá-los em alguns casos.).
Dando ênfase ao triângulo amoroso, começamos pela personagem principal.
Maria é uma menina um tanto ingênua, mais que com o desenrolar da história se torna uma mulher decidida e muito forte.
Alan é o príncipe encantado em pessoa. Cavalheiro, lindo, sedutor, bem humorado. Não consegui encontrar um único defeito nele.
Dale é um bad boy nato, acostumado a ter tudo o que quer, prepotente e mulherengo, conta com uma coleção de ex-parceiras. Mas encontra em Maria mais do que ele imaginou ser capaz de sentir. Um sentimento tão grande, real e intenso, que foi capaz de mudar toda sua vida.
Outro ponto que chama a atenção e conquista qualquer leitor é o vínculo entre Maria, Alicia e Joan, que se tornaram minhas favoritas pelo laço de amizade tão lindo que carregam. Quem tem verdadeiros amigos carrega um verdadeiro tesouro. Eu tenho essa sorte e me identifiquei muito com as três mosqueteiras.
Os demais personagens dão um brilho adicional à história. Enquanto os antagonistas nos dão a percepção do quanto o ser humano pode ser cruel e fútil para alcançar o que quer.
O cenário é ótimo e muito bem descrito, tendo o poder de transportar o leitor para cada local onde os capítulos acontecem. Sem contar todo o envolvimento com o mundo da moda, que adiciona um glamour ao contexto. Que mulher não ama este tema? Incrível que uma leitura possa nos fazer estar tão próximos deste universo.
Destaque também para a playlist incrível do livro. Cada música encaixa perfeitamente com as emoções que vão acontecendo no desenrolar da narrativa, e as escolhas da autora para expressar estes momentos foram maravilhosas. 
A leitura é muito gostosa, leve e divertida, mas termina em aberto. Pois não se sabe realmente o que aconteceu, o que levou aos dramas finais, nem se foram ou não resolvidos. Deixando assim um suspense no ar.
Mas para a alegria dos leitores, há uma continuação.  E acredito que nela todos os segredos e mistérios sobre o final do livro sejam revelados, assim como o desenrolar da história de Dale e Maria.
Leitura aprovada e recomendada! O livro pode ser adquirido pelo site da Chiado Editora ou clicando aqui. 

Título: Em Busca Das Borboletas
Autor: Margarida Pizarro
Editora: Chiado
Ano: 2014
Páginas: 444