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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Se Arrependimento Matasse



                Uma noite de tempestade, um grupo de pessoas presas em um hotel e um assassino à solta. Estes são os ingredientes de um suspense arrebatador, que entrou para a minha lista de favoritos. A resenha de hoje é sobre o livro “Se ArrependimentoMatasse” do autor Alma Cervantes.


Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo. 
Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes.

Alex, Alice e Rebeca eram grandes amigos na escola. Com o passar do tempo, seguiram caminhos diferentes e acabaram se separando.
Após um longo tempo sem se ver, eles resolvem fazer uma viagem para retomar a amizade, o destino escolhido é o hotel dos pais de Alex. O objetivo era colocar o papo em dia, saber os rumos que a vida de cada um tomou, relembrar os bons momentos e a partir disso manter contato.
Tudo corria bem, a sintonia entre eles era a mesma do passado. Com a chegada dos demais hóspedes, os pais de Alex planejam um jantar para receber um suposto investidor. Neste momento todos se conhecem e têm uma refeição agradável.
A partir disso toda a paz da noite se esvai. Um assassinato ocorre no local. Victor, o cozinheiro, é encontrado morto. Uma tempestade terrível acontece lá fora. Com as estradas bloqueadas e carros sabotados, seria improvável que o assassino fosse alguém de fora, logo todas as pessoas que estão no hotel são suspeitas.

 “A única coisa certa era que estavam em perigo e precisariam cooperar.”

A cada minuto que passa o clima de tensão aumenta, uma investigação inicia entre eles para encontrar o criminoso, porém é difícil ver a verdade em meio a uma tragédia como essa, que afeta o comportamento de todos.
O tempo está passando, mais mortes acontecendo e para se salvar, eles terão de juntar as peças e encontrar o responsável por toda essa tragédia. Nunca o amanhecer foi tão esperado e demorou tanto a chegar. Quem dera eles não tivessem chegado a este hotel. Se arrependimento matasse...

“É dito que quando alguém conhece o verdadeiro desespero, se não houver distração constante e eficiente, a pessoa se perde nas profundezas da loucura até o fim de sua vida.”



Um suspense eletrizante que intriga o leitor do início ao fim. Em toda a narrativa surgem dúvidas sobre quem é o culpado, e isso acaba nos envolvendo ainda mais. Acompanhando a investigação fiz minhas próprias análises e, ao longo do livro, culpei todos em algum momento. Rs

 “Não se preocupe. Independente das circunstâncias, tudo acabará bem ao amanhecer.”

Alex, Alice e Rebeca são os principais personagens da história, é com o encontro deles que vamos conhecendo os demais e o desenrolar da trama. Alice é o mais centrado dos amigos, um pouco introvertido ele é mais observador, consegue manter a calma, mesmo em situações tão criticas. Alex é um cara mimado e explosivo, seu jeito manipulador e impositivo acaba aumentando a tensão do ambiente. Rebeca é uma menina doce e agradável, apaixonada por Alex desde a juventude, esperava que nesta viagem ele a notasse, logo esta era a sua maior preocupação.
Os demais personagens são misteriosos em uma primeira impressão. À medida que detalhes sobre eles vão sendo revelados, se tornam ainda mais suspeitos.

 “Discernir a verdade em meio a tantas possibilidades... Essa é minha preocupação.”

O que mais intriga no livro é que na realidade todos são extremamente suspeitos. Você pode imaginar uma razão para cada um, todas as histórias têm falhas e mistérios a serem desvendados que podem levar a um culpado. Isso faz com que o leitor fique angustiado e curioso, não conseguindo largar o livro até descobrir o verdadeiro assassino.

 “Sinto dizer, porém tomar uma sugestão de natureza tão aleatória como verdade é inadmissível à minha posição.”

A trama acontece no hotel dos pais de Alex, um lugar bem afastado que, embora não seja tão grande, tem um requinte que o torna bem acolhedor. Com os acontecimentos, os sentimentos que se seguiram: medo, desconfiança, tensão e instinto de sobrevivência. Juntamente com a situação do tempo e suas consequências: tempestade, neblina, estradas bloqueadas, isolamento; o cenário acaba se tornando sombrio e assustador, como se o mal estivesse à espreita, nas sombras, esperando o momento certo para fazer uma nova vítima.
Com a investigação acontecendo, todos acabam desconfiando uns dos outros, e a cada segundo é mais importante descobrir o autor dos crimes, para assim neutralizá-lo e sobreviver até o amanhecer.

 “Quem busca a verdade absoluta deve ser frio, imparcial, e manter sempre acima de tudo a razão, ignorando qualquer comentário desacompanhado de fatos.”

O fechamento da história é extremamente impressionante. De todos os finais que eu imaginei, este não chegou nem perto, e isso foi incrível. Nada melhor que mergulhar em uma história imprevisível, terminando com aquela sensação gostosa de descoberta. Os motivos que levaram a essa catástrofe também são impossíveis de adivinhar ao longo da narrativa.

 “São poucos aqueles capazes de discernir a verdade tão minuciosamente em meio a tantas incertezas e sugestões.”

Me senti tensa e apreensiva em cada página, sem saber o que iria acontecer, quantas vidas ainda seriam perdidas até a noite acabar e tentando sempre descobrir quem é o assassino. Porém com tantas coisas envolvidas é muito difícil distinguir culpados e inocentes. A adrenalina atrapalha nosso discernimento.
Amei a leitura e entendi o porquê desta obra receber tantos elogios. A narrativa é ágil e envolvente; os personagens, ainda que complexos, são bem construídos e despertam a curiosidade dos leitores. Além de toda a aura do livro. Estar preso em um hotel, com um assassino a solta e totalmente expostos a muitos perigos acaba mexendo muito com o leitor, que vive a história junto com os personagens. Uma leitura viciante, impossível de largar antes da última página.
Recomendo aos fãs de suspenses e histórias policiais. E também para as pessoas que ainda não leram nada assim, para vocês essa obra será um inicio com o pé direito.

 “Mudanças, por mais estudadas e planejadas que sejam, desencadeiam outras mudanças, estas inesperadas.”

Adquira seu exemplar clicando aqui. 



Título: Se Arrependimento Matasse
Autor: Alma Cervantes
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 248

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#LSR Entrevista - Alma Cervantes

Vamos a mais uma entrevista?
Hoje é o dia de conhecer o autor Alma Cervantes, autor do mistério policial "Se arrependimento matasse", lançado pela editora Novo Século.









 Alma Cervantes é admirador da Língua Portuguesa desde a infância e grande fã dos romances policiais de Agatha Christie. Faz sua estrei na literatura com a obra " Se Arrependimento Matasse".












LSR:  O que lhe fez querer ser um escritor?
ALMA: Acabei me tornando escritor quase sem querer. Costumava ouvir sobre pensar histórias e escrever, mas nunca tive vontade. Certo dia considerei melhor pensando “por que não?”, e assim comecei a escrever Se Arrependimento Matasse (meu primeiro livro e mistério policial). Com pouco tempo de escrita, já nas primeiras páginas, percebi que gostaria de levar mais a sério.


LSR:  De onde vem a inspiração para escrever?
ALMA: Não funciono à base de inspiração... Trabalho com muita dedicação ao pensamento e à reflexão, pensando sobre a história e tentando ao máximo possível ser fiel à essência dela.


LSR:  Tem alguma rotina para escrever, algum elemento que se tornou parte fundamental do processo criativo, como música, por exemplo?
ALMA: Sim! Inicialmente não conseguia me concentrar bem com música, mas passar tanto tempo escrevendo não me permitia ouvir músicas o quanto queria. Passei a unir as duas coisas e hoje não consigo mais escrever sem música (costumo ouvir músicas de acordo com a parte da história em que trabalho). Também sempre acompanhado de uma xícara de chá preto, e minha rotina de escrita é sempre às madrugadas.


LSR: Como a literatura entrou na sua vida?
ALMA: Sempre fui um tanto apegado à escrita e à gramática. Além disso, meus pais sempre me incentivaram a ler desde criança.


LSR: Quais autores são referências para o seu trabalho?
ALMA: Não costumo utilizar inspirações de outros autores nos meus escritos, mas alguns que marcaram minha vida foram Agatha Christie e uma história de um autor japonês, Ryukishi07. Mas os bons autores são inúmeros, tanto nacionais como internacionais, e eu poderia citar muitos outros.


LSR: Como enxerga o mercado literário nacional atualmente?
ALMA: O mercado literário no Brasil é muito difícil. Editoras dão pouca importância a autores iniciantes ótimos e cheios de merecimento. Muitas pessoas leem pouco ou nada, e o país também não tem o costume de ler livros digitais em comparação com outros. Porém, a situação tem melhorado, e há muitos blogueiros ótimos que funcionam como a melhor maneira de apoio atual.


LSR:  Como foi o processo de publicação das suas obras? Houve muitas dificuldades?
ALMA: Sempre há dificuldade na escrita no país, mas por sorte consegui uma editora para minha primeira publicação.


LSR: É possível viver da escrita no Brasil ou você desempenha outra profissão?
ALMA: Complicado usar a palavra “impossível”, mas não é muito longe disso. Atualmente tenho me dedicado integralmente à escrita.


LSR: Em algum momento pensou em desistir?
ALMA:É difícil você ver seus livros na gaveta com dificuldade de publicação... Não somente isso, mas, além de praticamente só haver publicação paga, a divulgação é muito difícil. Tanto editoras como livrarias dão pouquíssima atenção a autores iniciantes e nacionais.


LSR: Como tem sido o retorno do seu público leitor?
ALMA: Sou uma pessoa que costuma divulgar pouco por ter personalidade mais introvertida. Mesmo assim, a recepção de meu livro policial com os leitores e blogueiros foi muito boa. Muitas boas resenhas e poucas críticas negativas (que sempre fazem parte).


LSR: Quais são os seus planos para o futuro?
ALMA: Atualmente tenho trabalhado no meu livro Mestiços, que é uma aventura fantástica publicada na Amazon em e-book. Pretendo lançá-lo independentemente em edição impressa dentro de poucos meses. Além disso, já trabalho no terceiro livro da série Mestiços (segundo está terminado), além de ter um mistério/terror finalizado e também um livro de contos policiais, todos aguardando publicação.


LSR: Para finalizar, que mensagem você deixaria para os seus novos leitores e para os escritores iniciantes?
ALMA: Aos novos leitores, espero que deem uma chance a meus livros e que gostem deles tanto quanto me marcaram. Não deixe de ler uma história que pode ser marcante apenas por ser um gênero que não costuma te agradar! Aos escritores iniciantes: leiam muito, escrevam muito, sejam fiéis às histórias e às suas personagens acima de tudo; escreva pela necessidade de escrever e de contar uma história.
E também aproveito para agradecer pela oportunidade de responder a esta entrevista!


Conheça o primeiro livro do autor, Se arrependimento matasse.


 



Alex, Alice e Rebeca são grandes amigos e decidem se reencontrar depois de alguns anos sem se verem. O lugar escolhido é o hotel dos pais de Alex, mas o que parecia uma viagem especial, repleta de conversas agradáveis e descontraídas com os outros hóspedes durante o jantar se transforma, em seguida, num pesadelo. 
Quando os três se preparam para dormir, ouvem batidas desesperadas à porta e seguem ao salão, onde logo descobrem que o cozinheiro fora assassinado. Com a comoção, somada à dificuldade de fuga devido à tempestade e névoa lá fora, a confusão logo se instala no hotel, além de um desagradável clima de suspeita entre os hóspedes.