quinta-feira, 7 de abril de 2016

Em Busca das Borboletas

A resenha de hoje é sobre um livro vindo direto de Portugal. “Em busca das borboletas” é o primeiro romance da escritora portuguesa Margarida Pizarro.


"Maria Mendes é uma luso-americana apaixonada por moda que decide mudar-se para Nova York em busca dos seus sonhos.


Inseparável das suas melhores amigas Joan e Alicia, Maria vive uma amizade com laços profundos impossíveis de ser quebrados onde as suas vidas entrelaçam-se em momentos lindos e hilariantes.

O seu mundo aparentemente perfeito e de paz é alterado quando conhece o sexy e irresistível futuro candidato a Mayor, Dale Sloan. Sem conseguirem evitar, apaixonam-se perdidamente vivendo uma intensa história de amor.

Mas as diferenças entre os seus mundos podem ameaçar a sua felicidade, manchando com dúvidas o futuro a dois que eles tanto ansiavam viver. Será que o amor vence todas as barreiras?

Um romance que nos faz entrar, ao mesmo tempo, no mundo mágico da moda e na realidade viciante da política americana.
Alegria, drama, ação, suspense, diversão, paixão e muito amor numa história mágica que nos leva a rir e a chorar."


Maria, formada em marketing de moda, é uma mulher de origem simples, que sempre batalhou pelos seus sonhos. Filha de pais portugueses, trabalhadores, que se esforçaram muito para garantir a formação da filha, ela carrega a alegria latina em seu sangue, o que a destaca dos demais.
Tudo corre bem em sua vida, conquistou o emprego dos sonhos, tem as melhores amigas que podia sonhar, conheceu Alan, que é a personificação de um deus grego e está completamente apaixonado por ela. Mas ainda assim lhe falta algo.
Ela sempre teve certa resistência com relacionamentos, em seu romance com Alan não foi diferente. Ainda que existisse carinho, faltava aquela paixão avassaladora que seria responsável pela entrega total na relação. (Uma pena. Torcia muito por este casal!).
Tudo muda ao conhecer Dale Sloan, futuro candidato a prefeito de Nova York, que faz questão de lhe apresentar os sentimentos que Maria ansiava tanto conhecer.
Ambos não resistem a atração e paixão que os envolve e se entregam ao amor, parecendo viver um conto de fadas. Porém estar em meio ao mundo de pessoas tão poderosas, capazes de tudo para alcançar seus objetivos, pode ser difícil, principalmente para Maria, que não esperava tantas reviravoltas em sua vida.
Ficam as constantes perguntas: Quanto um amor pode aguentar? Até onde este casal está disposto a ir? Quantas batalhas precisarão vencer  para alcançar a felicidade?

Os personagens são bem construídos e tão encantadores que não há como não amá-los (ou odiá-los em alguns casos.).
Dando ênfase ao triângulo amoroso, começamos pela personagem principal.
Maria é uma menina um tanto ingênua, mais que com o desenrolar da história se torna uma mulher decidida e muito forte.
Alan é o príncipe encantado em pessoa. Cavalheiro, lindo, sedutor, bem humorado. Não consegui encontrar um único defeito nele.
Dale é um bad boy nato, acostumado a ter tudo o que quer, prepotente e mulherengo, conta com uma coleção de ex-parceiras. Mas encontra em Maria mais do que ele imaginou ser capaz de sentir. Um sentimento tão grande, real e intenso, que foi capaz de mudar toda sua vida.
Outro ponto que chama a atenção e conquista qualquer leitor é o vínculo entre Maria, Alicia e Joan, que se tornaram minhas favoritas pelo laço de amizade tão lindo que carregam. Quem tem verdadeiros amigos carrega um verdadeiro tesouro. Eu tenho essa sorte e me identifiquei muito com as três mosqueteiras.
Os demais personagens dão um brilho adicional à história. Enquanto os antagonistas nos dão a percepção do quanto o ser humano pode ser cruel e fútil para alcançar o que quer.
O cenário é ótimo e muito bem descrito, tendo o poder de transportar o leitor para cada local onde os capítulos acontecem. Sem contar todo o envolvimento com o mundo da moda, que adiciona um glamour ao contexto. Que mulher não ama este tema? Incrível que uma leitura possa nos fazer estar tão próximos deste universo.
Destaque também para a playlist incrível do livro. Cada música encaixa perfeitamente com as emoções que vão acontecendo no desenrolar da narrativa, e as escolhas da autora para expressar estes momentos foram maravilhosas. 
A leitura é muito gostosa, leve e divertida, mas termina em aberto. Pois não se sabe realmente o que aconteceu, o que levou aos dramas finais, nem se foram ou não resolvidos. Deixando assim um suspense no ar.
Mas para a alegria dos leitores, há uma continuação.  E acredito que nela todos os segredos e mistérios sobre o final do livro sejam revelados, assim como o desenrolar da história de Dale e Maria.
Leitura aprovada e recomendada! O livro pode ser adquirido pelo site da Chiado Editora ou clicando aqui. 

Título: Em Busca Das Borboletas
Autor: Margarida Pizarro
Editora: Chiado
Ano: 2014
Páginas: 444


terça-feira, 5 de abril de 2016

Objetos cortantes na televisão.



A série de "Objetos cortantes" foi comprada pela HBO e terá 8 episódios no total. E terá alguns episódios escritos pela própria autora, que também produzirá a série.

thriller psicológico Objetos cortantes está a caminho da televisão. Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais a escritora participou como roteirista, Gillian Flynn produzirá uma série de televisão baseada em seu primeiro romance. A atriz Amy Adams, de Batman vs Superman: a origem da justiça, foi escalada para o papel principal, e a direção será de Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas.
[Atualizado!] A produção foi comprada pela HBO e terá 8 episódios no total. O primeiro tem roteiro de Marti Noxon, que escreveu episódios de GleeMad Men e o roteiro do filme Eu sou o Número Quatro. Além de ser responsável pela produção, Gillian Flynn também escreverá alguns dos episódios da série, que ainda não tem data de lançamento.
O livro conta a história da repórter Camille Preaker, que, recém-saída de um hospital psiquiátrico, se vê de volta a sua cidade natal, Wind Gap, e a sua família instável, para cobrir o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille começa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.
(Fonte:Editora Intrínseca)
Cássia Pires









Depois de Você


Este livro foi muito mais do que esperado por todos os leitores de Como eu era antes de você. Como a própria Jojo falou, era tanto fã querendo saber um pouco mais da Lou, que ela resolveu nos presentear com mais um pouquinho do universo de Will Trainor.
Porém, já digo de saída que, ao menos para mim, Depois de Você não tem como superar de forma alguma o primeiro livro, e digo isso simplesmente porque um livro sem Will é um livro sem Will e ponto final.
Mas enfim, vamos lá.




Um ano e meio após perder Will, Louisa Clark já viajou por alguns lugares do mundo, trabalhou em bares de países diferentes e tentou cumprir a promessa feita a Will: Viver. Mas depois de um tempo, o “pequeno tudo” que ela havia construído foi definhando até sobrar apenas dias arrastados no bar do aeroporto onde trabalha e noites de muito álcool e solidão; é numa dessas noites que Louisa resolve subir até o telhado de seu prédio e um inesperado acidente muda totalmente o rumo de sua vida.
Após algumas fraturas e um tempo no hospital, Lou se vê obrigada a passar uns dias na casa dos pais, mas voltar para casa já não é a mesma coisa, as pessoas cochicham sobre o escândalo da família Trainor, do qual ela fez parte e conviver com a culpa torna-se ainda mas difícil. Louisa quer voltar para as paredes frias e não acolhedoras de seu apartamento, mas para isso terá de obedecer a uma condição de seu pai.
O que pode existir de tão importante em uma “relação” que dura apenas seis meses? Quando Louisa chega no grupo de apoio ao luto, Seguindo em Frente, ela se pergunta se as pessoas não achariam que esse tempo seria de pouco valor, mas nós, que sorrimos e choramos em Como eu era antes de você sabemos que um único dia junto de Will já serviria para que um vazio fosse deixado em seu lugar.
São nessas noites de compartilhamento de histórias e lembranças que Lou reencontra Sam, o paramédico que a socorreu na noite do acidente. Incrivelmente, ele parece ser a única pessoa capaz de entendê-la (e que acredita que não tentou suicídio), aos poucos os caminhos dos dois vai se cruzando e um laço vai aos poucos se formando, mas Louisa não está pronta para um novo relacionamento, ou está?
Nesse meio tempo, uma pessoa do passado de Will aparece e acaba colocando em jogo todas as decisões que ela havia planejado tomar. Uma chegada que abalará as frágeis estruturas que Louisa havia começado a construir.

Depois de Você nos mostra a dor de quem fica, o sentimento de impotência deixado por alguém que não se importou com o que ficaria para trás, mas que ao mesmo tempo teve coragem o suficiente para fazer a sua própria vontade frente a condição em que estava.  Essa atitude que para alguns é encarada como medo, medo de viver e medo de encarar a vida e os dias que virão, para mim significa coragem. Coragem de não ficar apenas porque disso depende a felicidade de outros. Coragem de ficar apenas porque estará presente.

Em Depois de Você, Louisa aprenderá uma lição que Will deixou subentendida: devemos sempre ajudar e fazer o melhor que pudermos aos outros, porém, algumas vezes vamos notar que é necessário pensarmos em nós mesmo primeiro, pois nem sempre o outro estará disposto a se sacrificar por você.


domingo, 3 de abril de 2016

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sábado, 2 de abril de 2016

O engano de Chapeuzinho Vermelho



     Como hoje, 02 de Abril, é o dia Nacional do Livro Infantil, resolvi compartilhar com vocês o meu conto, O engano de Chapeuzinho Vermelho. Nessa longa caminhada que é o sonho de me tornar escritora e autora, já dei meu primeiro passo, e começo assim, com um conto publicado na Coletânea Palavras do Brasil, da Editora Casa Cultura
    Então, boa leitura e espero que gostem *--*
***



 Nunca é fácil contar realmente o que aconteceu em determinado episódio da vida de certos personagens. Mesmo assim, vou contar a minha versão sobre essa incrível história que até hoje intriga quem a conhece. Afinal, qual foi realmente a intenção daquele lobo ao fazer o que fez e que todos sabem - na história que eternizou a famosa Chapeuzinho Vermelho?


    Foi  tanto tempo que posso até esquecer alguns detalhes em minha memória, mas eu estava lá como sempre estou, afinal, sou o Vento e nada escapa aos meus olhos. Naquela tarde, eu estava muito calmo e por isso tenho bastante certeza de tudo que presenciei. 
    O lobo era um animal muito temido na floresta, não que realmente fosse alguma ameaça, mas sua aparência feroz e a fama atribuída a alguns outros membros de sua família o fizeram ser visto como um animal não amigável as outras espécies. Já cansado da solidão em que se encontrava, resolveu que arrumaria um amigo naquele mesmo dia. Sendo assim, puxaria assunto com o primeiro ser que aparecesse em seu caminho. 
   Foi nesse momento que a conhecida menina vestida de vermelho apareceu. Eu já a conhecia, e sabia de todas as instruções que seus pais sempre lhe davam para que não conversasse com estranhos pelo caminho e também, para que não se aproximasse do perigoso lobo mau que habitava a floresta. Chapeuzinho, como não era boba, lembrou-se desses conselhos assim que avistou o lobo em sua frente. 
     Eu sim posso dar uma noção melhor do que realmente aconteceu nesse histórico dia, pois sei que ao mesmo tempo em que o lobo queria desesperadamente arrumar um amigo, a menina queria muito não chamar a atenção do mesmo e fugir o mais depressa possível do lugar. Assim que ela conseguiu explicar ao lobo que apenas iria visitar sua vovó, saiu ligeiramente e na pressa, sem querer pegou o caminho mais longo até a casa da avó. O lobo, por sua vez, sem querer desistir de ter para si uma amiga tão gentil e educada como ela, teve uma ideia simples: Já que a menina gostava de sua avó, se ele se fizesse passar por ela, talvez percebesse que ele não era assim tão mau. Certo de que era um ótimo plano, partiu correndo pelo caminho mais curto e chegou primeiro à casa da velhinha. 
     Ao chegar, percebeu que a vovó encontrava-se em um sono profundo, pois roncava sem consciência da grande barulheira que fazia. Sem querer acordá-la, o que era mais fácil do que explicar o que tinha em mente e fazer com que concordasse, o lobo resolveu erguê-la no colo e colocá-la na rede que tinha visto entre umas árvores no outro lado da casa. Com sorte a menina viria pelo outro lado do caminho e não notaria a avó dormindo lá fora. 
Logo que colocou algumas roupas da velhinha que havia encontrado, deitou-se na cama e ouviu que alguém se aproximava pelo lado de fora. Pela voz, reconheceu que era sua futura amiga e disse-lhe para entrar. lobo ainda não sabia o que fariapensara em aceitar os doces tomando cuidado para deixar um pouco para a verdadeira vovó, conversariam sobre algumas coisas legais e depois, quando ela notasse que ele poderia ser tão legal quanto sua vovó, lhe contaria a verdade. 
     A menina muito esperta, no entanto, percebeu que havia algo errado, pois sua avó era tão pequena e frágil, que não poderia naquele dia carregar aqueles traços rústicos e de certa forma grosseiros mesmo que estivesse adoecida. Ambos sabiam que eu estava ali, sempre sabem, pois sempre estou em todos os lugares, o que nunca poderiam imaginar, porém, era que eu prestava atenção e que hoje, tanto tempo depois, revelaria a verdade sobre o famoso diálogo eternizado no quarto da vovó. 
     Pude perceber na mesma hora que Chapeuzinho Vermelho havia descoberto o lobo por baixo dos pijamas floridos de sua avó assim que o vira. Não sabendo das reais intenções dele, também sem saber o que acontecera com sua querida vovozinha, ela optou por alongar a conversa enquanto pensava em como fugir da casa sem ser comida pelo lobo. Foi nesse momento que uma ideia horrorosa passou pela cabeça da menina. “E se esse malvado lobo comeu minha pobrezinha vovó?” A menina com muito medo começou a notar melhor o animal a sua frente e achou estranho que algumas partes de seu corpo estivessem grandes, maiores do que estavam antes, pelo que se lembrava, e aparentemente mais estufadas...  Foi com esse pensamento temível que ela começou interrogá-lo a fim de descobrir se sua vovó estava onde imaginava. 
     O que poucos na história sabem é que, na verdade, enquanto o lobo respondia às famosas perguntas de “que olhos grandes você tem?” ou “que nariz grande você tem?, Chapeuzinho sem se dar conta, havia deixado a cesta de doces descoberta a seu lado; e enquanto o lobo respondia “é para te ver melhor” e “é para te cheirar melhor”, o lobo não se referia à menina, mas sim a seu doce predileto que se encontrava dentro da cesta – Marshmallows, exalando aquele aroma de morango e com aquela textura que só uma nuvem fofa e macia poderia imitar. Foi para a infelicidade daquele lobo que, justamente ao perguntar sobre sua boca enorme, ele resolvera que não aguentaria mais a espera e pulou em direção à menina gritando que sua boca servia para comer melhor. Sem saber que ele desejava os doces que estavam do seu lado e não a ela, Chapeuzinho começou a gritar por socorro e correu desesperadamente para a porta da casa; mesmo momento em que o famoso lenhador apareceu e “salvou” a menina das garras do lobo feroz. 
     A avó logo foi encontrada roncando ainda em alto e bom som, e não teve o que fazer a não ser aceitar a versão de sua neta sobre o feroz lobo mau e dizer que não sabia como havia caído no sono na rede do lado de fora de sua casa. Com os curiosos chegando para espalhar a notícia, deduziram que o lobo havia fugido pela janela do quarto com medo do lenhador; ninguém se deu conta de que a cesta de doces também havia pulado a janela. 
Então é isso, a versão mais verdadeira que o velho e sempre presente Vento pode dar, tudo não passou apenas de um grande mal entendido e de um bom bocado de gula. Se me perguntares o porquê de revelar isso somente agora? Bom, as pessoas não gostariam de saber que eu, estando observando tudo e sempre, possa sair por aí, espalhando os seus segredos. Por isso peço gentilmente que isso fique entre nós. O importante é que agora você sabe que o “Grande Lobo mau”, foi apenas um animal com uma descontrolável queda por Marshmallows.















Ano: 2015
Páginas: 144
Idioma: Português
Editora: Casa Cultura
Autores: Diversos

Francieli da Rosa e Silva