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sexta-feira, 1 de julho de 2016

A Promessa da Rosa

O glamour, o luxo, os vestidos pomposos, os bailes, a sociedade... A verdadeira face da sociedade. Vamos à resenha do melhor livro que li esse ano, A promessa da Rosa, da autora Babi. A.Sette.




Século XIX: Status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado.

Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites.
Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.




Este foi o primeiro livro que li da autora, e não poderia ter começado de maneira melhor.
Basicamente todos os romances de época tem seus ingredientes cruciais, as mocinhas irreverentes, a frente do seu tempo, inteligentes, que não aceitam as imposições da sociedade, não se dão por satisfeitas com um casamento por negócio.
Este também conta com este perfil. Kathelyn é filha de um conde, uma mulher belíssima, que tem tudo para ser a sensação da temporada. Admirada e invejada, Khate tem os melhores pretendentes aos seus pés, e também muitas pessoas torcendo contra seu sucesso. Ela não é a debutante perfeita, é inteligente, teimosa e carrega dentro de si um espírito de liberdade. Odeia a sociedade e sonha em se casar por amor. Mas que membro da sociedade aceitaria sua espontaneidade?

“Ela gostava demais da queimação do perigo, da emoção, de poder ser descoberta, daquele estado excitante em que entram todos os sentidos diante de um desafio – suor nas palmas das mãos, calor nas bochechas, frio entre as costelas. Às vezes, até mesmo, um formigar por cima da pele e um tremor nas pernas. Seja o desafio qual fosse. Gostava de todos eles.”

Arthur é o nono conde de Belmont. Rico, bonito, intransigente e perseverante, consegue sempre tudo aquilo que quer. Não leva uma vida regrada pela sociedade, mas ainda assim, faz parte dela. E mesmo que não se importe com tantas formalidades, seu orgulho e posição social o levam a seguir o que é imposto.

”Sentiu um pavor de morte só de passar a mais vaga ideia de que corria o risco de apaixonar-se. E se ele continuasse a persegui-la, Deus a livrasse, ela não resistiria por muito mais. Ele era a antítese de tudo o que sempre sonhou como deveria ser o homem por quem se apaixonaria um dia.”

Em um baile Kathe vê em Arthur alguém longe do seu mundo. Pensando em tratar-se de mais um forasteiro, devido a aparência rústica, ela o convida para um passeio no jardim, com a certeza de que jamais voltaria a vê-lo. Após sua aventura, descobre a posição de Arthur na sociedade, que encantado com a garota, passa a cortejá-la.
Ele não se importa com a personalidade diferente de Kathe. Muito pelo contrário: o atrai ainda mais. Compartilham de gostos semelhantes, partilham das mesmas opiniões, não dão a devida importância para os valores da sociedade, e estão a cada dia mais apaixonados.

“Entretanto, já havia decidido que escolheria uma esposa adequada e que se habituasse ao seu estilo de vida. Uma mulher que tivesse personalidade. Não queria uma boneca amarrada com fitas que aprendera a dizer duas frases na vida. – Sim, meu senhor. Não, meu senhor. – Queria uma mulher autêntica, que o desafiasse.”

Um casal que se completa e que poderia ter uma vida tranquila e feliz.
Mas não é assim que as coisas funcionam. O espírito livre de Kathelyn, sua sede por aventuras e determinação em fazer aquilo que sente vontade, acaba por envolvê-los em um escândalo. E mesmo que Arthur tenha ideias independentes da sociedade. Ele ainda se sente compelido a seguir o que é imposto. Unindo isso a um jogo de traição e inveja, inicia o verdadeiro conflito da história.
A partir daí, surge uma história completamente diferente de todas que já li, mostrando a realidade alem dos bailes. O quanto à sociedade do século XIX era cruel, e poderiam destruir vidas sem se importar com as consequências.
Tudo passa a desmoronar para Kathe, e assim ela protagoniza uma das histórias mais tristes, cruéis e dolorosas que já vi.
A sociedade, com seus valores moralistas, machismo, a crença de que mulheres não eram nada além de objetos sem vontades próprias, feitas para servir os maridos, reproduzir e entreter-se com fofocas, arranca tudo que ela tem. Tudo que acreditava ser seguro. Foram os responsáveis por todas as suas dificuldades.

“― Essa é a ridícula maneira como são tratadas as mulheres. Como éguas em leilões, como cabras incapazes de pensar por si só. (...) Como seres frágeis que não podem abrir a boca sem que alguém as ordene ou comande. Não comigo, não em minha vida. Não casarei, prefiro o exílio, o convento, a forca, a morte a ser tratada como um bicho incapaz de se orientar. Sou um ser humano e tenho direito de escolher com quem vou dividir meu leito, minha vida.”

Kathe foi julgada inúmeras vezes, humilhada, depreciada, desacreditada e esquecida. E mesmo com tudo isso, ela não enfraqueceu. Foi a personagem mais forte e determinada que já vi. Lutou por sua vida, para encontrar seu caminho. Reescreveu sua história.
Com o passar do tempo, muitas coisas mudaram dentro dela. Porém o amor que sentia por Arthur continuava inalterado. Mas é difícil deixar de lado todo o sofrimento que ele a fez passar, talvez ela nem seja capaz de esquecer tudo que aconteceu para voltar a viver esse amor.

“E vou amar você com tanta intensidade que quando acabarmos, não restará nada seu que você não tenha revelado e nada meu que permaneça oculto.”

Ela terá que escolher entre seguir em frente ou se arriscar para estar novamente ao lado do único homem que habitou seu coração.

"O coração não seguia a sua razão. Nunca seguiu quando era Arthur.

Batia tão rápido que ela achou que fosse ficar sem ele a qualquer momento."


Os personagens são cativantes e envolventes, e te puxam de diversas formas para dentro da história. Inicialmente atraem por sua irreverência e bom humor, pelas atitudes espontâneas e despreocupadas. A paixão que há entre eles é forte e quase descontrolada. Ambos não conseguem se conter e estão sempre a beira de escândalos, é um sentimento tão forte que traz uma certa afinidade ao leitor, todos torcem para que tudo dê certo entre eles.

“Entendi que quem doma o mundo é a forma que escolhemos olhar para ele e não a forma como se apresenta diante de nós.”

 Na segunda parte da história, tudo muda. A narrativa passa a ser tão triste e sombria, tantos infortúnios e desencontros, tanta humilhação e sofrimento. Kathe não é uma mocinha, é uma heroína, a heroína da sua própria vida, lutando para resgatar tudo o que perdeu, cada parte de si mesma.

- Só para lhe avisar, caso esteja mesmo me cortejando, eu seria uma péssima duquesa. A única que prefere ser subornada com óperas ou livros no lugar de joias ou vestidos.

Arthur continua refém das suas convicções, e assim passa a ser ainda mais errado e injusto. Não posso dizer que fui muito fã dele, pois quanto mais dor suas ações causavam, mais vontade eu sentia de sacudi-lo, para que pudesse acordar e ver o quanto ele mesmo perdia.

"De todos os defeitos que um homem pode ter, Belmont tem o pior deles, é um maldito covarde."

Foi uma experiência única conhecer uma obra que trata de forma tão complexa  esta época.
Mesmo se tratando de uma triste história, a autora ainda conseguiu inserir boas doses de humor. Esta mistura torna a história ainda mais adorável.
Sou fã de romances históricos, e sempre me encanto com o clima dos tempos passados, porém em sua maioria, todos os livros mostravam apenas a parte “boa”. Ao ler a sinopse do livro, não imaginei o que encontraria em suas páginas. E foram tantas emoções distintas, que nem consigo explicar com palavras. Chorei de tristeza, e também de alegria. Torci por um final feliz e briguei mentalmente com os personagens por estarem tão longe de alcançá-lo. O livro é relativamente grande, mas li em apenas dois dias. Não deu para largar a história, o final atrai como um imã.

“ – Homens não se casam com mulheres liberais e rebeldes. Apenas flertam com elas.”

E após finalizar passei pela maior ressaca literária da minha vida. Não consegui encontrar um livro que me agradasse realmente. Todos pareciam vazios.
Enfim superei, e hoje posso recomendar para todos esse livro, que com certeza vai tocar o coração de cada um, assim como tocou o meu. 

“Enquanto houverem histórias de amor nascendo e vivendo em nossos corações, todas as rosas cumprirão a sua promessa”.


Título: A Promessa Da Rosa
Autor: Babi A. Sette
Editora: Novo Século
Ano: 2015
Páginas: 432

sábado, 30 de abril de 2016

Dom Casmurro

          A resenha de hoje é “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, um clássico da literatura nacional que, além de ainda ser sucesso, permanece na lista de leituras obrigatórias de muitos vestibulares.

            


Bentinho e Capitu são criados juntos e se apaixonam na adolescência. Mas a mãe dele, por força de uma promessa, decide enviá-lo ao seminário para que se torne padre. Lá o garoto conhece Escobar, de quem fica amigo íntimo. Algum tempo depois, tanto um como outro deixam a vida eclesiástica e se casam. Escobar com Sancha, e Bentinho com Capitu. Os dois casais vivem tranquilamente até a morte de Escobar, quando Bentinho começa a desconfiar da fidelidade de sua esposa e percebe a assombrosa semelhança do filho Ezequiel com o ex-companheiro de seminário.


          Bento de Albuquerque Santiago (Bentinho) era órfão de pai e foi criado pela mãe Dona Glória, pelo padrinho José Dias e pelos tios Justina e Cosme.

"Casmurro não está aqui no sentido que lhes dão, mas no que lhe pôs o vulgo homem calado e metido consigo. Dom, veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo."

Capitolina Pádua (Capitu), com seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada, era muito provocante, apesar da aparência inocente.

“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei quanto fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca.”

Narrada em primeira pessoa, pelo próprio Bentinho, agora um senhor maduro, a história se passa em meados do século XIX, no Rio de Janeiro.
Na adolescência, Bentinho e Capitu eram vizinhos na Rua de Mata-Cavalos e da amizade entre eles, nasceu uma paixão. Porém, o casal foi separado quando Bentinho, em razão de uma promessa da mãe, foi obrigado a ir para o seminário. 

        "A minha memória ouve ainda agora as pancadas do coração naquele instante. Não esqueças que era a emoção do primeiro amor."

No seminário, Bentinho conheceu Ezequiel de Sousa Escobar, também seminarista, e que se tornou seu melhor amigo.

"Quando ele entrou na minha intimidade pedia-me freqüentemente explicações e repetições miúdas, e tinha memória para guardá-las todas, até as palavras. Talvez esta faculdade prejudicasse alguma outra."

Bentinho abandonou o seminário, estudou Direito e casou-se com Capitu. Após dois anos de casados, Bentinho lamenta o fato de ainda não terem filhos e é aconselhado pelo amigo Escobar e sua esposa, Sancha.
Quando, finalmente, Capitu engravida, o casal resolve batizar o filho de Ezequiel, em homenagem ao grande amigo de Bentinho.
Passados alguns anos, Bentinho começa a desconfiar que Capitu possa tê-lo traído. Ao ver uma foto de Escobar quando era jovem, Bentinho enxerga traços parecidos com o do seu filho Ezequiel. No enterro de Escobar, que morreu afogado, Capitu parece desesperada demais, aumentando as suspeitas de Bentinho.

"Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã."

Ezequiel torna-se cada vez mais parecido com Escobar. Bentinho, consumido pelo ciúme, chega até a arquitetar os assassinatos do filho e da esposa e seu suicídio mas desiste do plano por não ter coragem suficiente para executá-lo.
Após a separação, Capitu viaja para a Europa com o filho, onde morre anos depois. Ezequiel retorna para o Brasil a fim de visitar o pai, o qual o acha ainda mais parecido com Escobar. Ezequiel parte para uma nova viagem e morre de febre tifóide.

"A voz era a mesma de Escobar, o sotaque era afrancesado. Expliquei-lhe que realmente pouco diferia do que era, e comecei um interrogatório para ter menos que falar e dominar assim a minha emoção. Mas isto mesmo dava animação à cara dele, e o meu colega do seminário ia ressurgindo cada vez mais do cemitério. Ei-lo aqui. diante de mim, com igual riso e maior respeito; total, o mesmo obséquio e a mesma graça." 

Imerso em suas dúvidas, Bentinho, apelidado de Casmurro por amigos e vizinhos, resolve escrever a história de sua vida: o romance Dom Casmurro.

"E bem, qualquer que seja a solução, uma cousa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve!"

Com seu estilo único de escrita, carregado de ironias, Machado de Assis conduz o enredo de forma leve e, por vezes, dúbia, cabendo ao leitor decidir se tudo não passou da imaginação provocada pelo ciúme que Bentinho sentia de Capitu ou se ela realmente o traiu.
Recomendo a leitura!



MINISSÉRIE
Para homenagear o centenário da morte de Machado de Assis, em 2008, a Rede Globo produziu, baseada no romance “Dom Casmurro”, a minissérie “Capitu”, com os atores Michel Melamed (Bentinho), Maria Fernanda Cândido (Capitu) e Pierre Baitelli (Escobar).




Título: Dom Casmurro

domingo, 20 de março de 2016

O Velho Vestido de Noiva

Olá, leitores!

A resenha da semana é do livro “O Velho Vestido de Noiva” da nossa autora parceira Ana Ferrarezzi.


"Amélia se depara com uma devastadora notícia. Seu marido, o homem a quem se dedicou inteiramente durante trinta anos, pediu divórcio. Sem saber como prosseguir com sua vida, e aguardando que um milagre venha lhe dar uma direção, ela leva o seu vestido de noiva para uma reforma. Então, no meio do caminho, depara-se com um desdobramento inesperado.Fábio é dono de um bistrô famoso no Recreio, Rio de Janeiro. Desde seu traumático divórcio, abraçou uma vida solitária. Até se deparar com Amélia no ateliê de sua irmã, Letícia. Apesar de intrigado com a tristeza exposta nos olhos da bela mulher, manteve sua rotina. Então, ao caminhar pela rua, esbarra em seu desdobramento inesperado. Um livro intrigante, criativo, que acompanha com sensibilidade a transformação na vida desses dois personagens."

Ana nasceu recentemente, no Rio de Janeiro, aos 40 anos. Ela é Psicóloga, Artista Plástica e Escritora; tudo ao mesmo tempo. Possui um estilo interessante. Seus enredos são envolventes, bem-humorados, e capazes de transportar o leitor à um mundo completamente novo.
 O livro é um romance, que conta com muitas tramas, mistérios, surpresas, histórias a serem desvendadas e esclarecidas. Foi lançado pela editora Novo Século, com o selo Talentos da Literatura Brasileira.
Como adicional ao encanto do livro, ele vem com um humor sutil e envolvente, sensualidade e uma grande lição de vida, tornando a história única e significativa.
Retrata o quanto podemos nos perder em meio à rotina. Como  o passar do  tempo pode matar nossos sonhos, nossa essência e minimizar nosso poder de reação.
Amélia foi uma jovem adorável, cheia de vida e expectativas. Casou cedo e apaixonada. Acreditou que isso seria o bastante para sua vida.
Ao passar os anos, desistiu da sua graduação. Encontrou novos sonhos no mundo das artes, mas não teve encorajamento para prosseguir nesse caminho, não vendeu uma obra sequer.
A garota que outrora foi uma sonhadora, pensando em ser uma profissional de sucesso, vê seu casamento ruir após longos anos.
O casamento dos sonhos tornou-se apático, morrendo dia após dia, sem que ela pudesse fazer nada para mudar esta realidade. Apenas o medo de Amélia o mantinha em pé.
O medo do desconhecido a prendeu nesta rotina. Nunca trabalhou, sempre foi sustentada por Murilo. A dona de casa ideal, sempre preocupada com o bem estar do marido, vivendo mais por ele do que por si mesma.
 Murilo, um grande advogado com prósperos negócios, prestigio e muito poder, adquirido nos anos de profissão, mantinha essa comodidade, de ter uma mulher submissa e dependente ao seu lado.
Amélia perdeu sua autoestima, deixou de se admirar como mulher, deixou que o tempo apagasse de sua memória tudo aquilo que era atrativo perante os olhos de outras pessoas, tornando-se assim insegura e temerosa.
Ao ver seu casamento chegar ao fim, sendo abandonada por Murilo. Trocada por uma mulher mais jovem, Amélia se vê perdida, observando tudo que lhe parecia seguro ir por água abaixo. Buscando uma espécie de milagre, que lhe devolveria a segurança que sempre a acompanhou. Assim ela decide reformar seu velho vestido de noiva, acreditando que a restauração do mesmo levaria à restauração da sua realidade perdida, do casamento fracassado, de tudo aquilo que parecia a sua única saída.
A mesma reforma levou a uma nova perspectiva de vida. Ao chegar ao ateliê conheceu Fabio, homem intenso, sedutor e carismático. Dono de um famoso restaurante, que desde o primeiro olhar, se viu profundamente atraído por Amélia.
Buscando se reencontrar, ela lhe pede um emprego, e é atendida. Assim começa a se redescobrir.
Ao atingir este ponto, os desvios inesperados a levaram a mudar sua vida e seus conceitos. Deixou de ser uma dona de casa submissa e sustentada pelo marido para lutar pela sua independência. Garantir seu sustento vindo do seu próprio esforço, recuperar a autoestima e sentir-se desejada novamente. Ela percebe que pode ser mais que um objeto nas mãos de Murilo.
Após a surpreendente separação, o amor de Fabio a conduziu por outro caminho, redescobrindo assim a alegria de viver.
Mas como em todas as histórias de amor, esta também teve dificuldades. Estas irão testá-la, desafiando Amélia a lutar pelo homem que ama e pela sua felicidade.

Cada capítulo do livro tem o poder de nos fazer reviver situações que acontecem em nossa própria vida, podendo comparar com o que acontece com Amélia. Pontos fracos e fortes, dramas, medos, superações. Assim podemos nos inspirar na sua coragem para melhorar nosso dia a dia.
Só se vive uma vez, a partir do momento em que nossos sonhos e desejos chegam ao final, morremos lentamente por dentro, um pedaço por vez. Achamos que não podemos alcançar nossos objetivos ou a admiração dos demais.
Nos sentimos tão singulares, que o nosso amor próprio nos abandona. Chegamos a deixar de viver, para apenas existir. Atolados em uma rotina de infelicidade e arrependimentos, contando os dias até o fim da vida, sem nenhuma grande contribuição para o ambiente em que nos encontramos.
A felicidade está ao nosso alcance, porem às vezes necessitamos de um empurrãozinho do destino, uma ajuda dos desvios inesperados para encontrá-la.
E nesse momento, devemos abandonar o medo e a insegurança, para assim segurá-la firme, pois somos merecedores de todas as coisas boas que a vida nos traz.
Recomendo a todos esta leitura. A escrita fluida e encantadora me conquistou de imediato. A sensibilidade com que os temas corriqueiros são abordados me fez refletir. E o bom humor e mistério contido nas entrelinhas foi o toque final para tornar este um dos meus livros favoritos.
Que a mensagem trazida na história de Amélia esteja sempre conosco. Despertando nosso espírito de luta e inconformismo com aquilo que não nos faz bem e nos guiando rumo a felicidade.
Siga a autora no Facebook, para acompanhar seu trabalho.


Adicione o livro nos seu Skoob, (só clicar ali.)
E adquira seu exemplar na Saraiva, com um preço maravilhoso, clicando  aqui.

Título: O Velho Vestido de Noiva
Autor: Ana Ferrarezzi
Editora: Novo Século
Ano: 2015
Páginas: 224

sábado, 9 de janeiro de 2016

Entrelinhas - Tammara Webber

Olá leitores, chegou a hora da resenha da semana! Que adiei até hoje porque estava esperando a Andressa postar sua lista do desafio literário, porém mais uma vez a lista não apareceu, então vamos ao próximo livro, que é "Entrelinhas" da escritora (que eu sou fã de carteirinha) Tammara Webber.




"Reid Alexander, um dos jovens atores mais bem pagos da atualidade, está acostumado a conseguir o que quer - e o que ele quer agora é Emma Pierce, a atriz novata que vai fazer par romântico com ele no próximo filme. Os astros parecem estar se alinhando para realizar o seu desejo, até que ele se vê diante de dois obstáculos inesperados: uma ex-namorada ressentida e um rival que vai disputar o coração de Emma. Emma Pierce acaba de receber uma oportunidade de ouro após anos atuando em comerciais e filmes para TV. Fazer o papel principal em um filme de grande orçamento, contracenando com o lindo Reid Alexander, deveria ser a realização de um sonho. Mas o coração de Emma esconde uma fantasia secreta: ela quer ser uma garota normal. Entrelinhas é o primeiro volume da série homônima de Tammara Webber, autora que já conquistou os leitores brasileiros com livros como Easy e Breakable. Embarque em mais esta história arrebatadora, que vai deixar você querendo muito mais."


Este é o primeiro livro da série homônima da autora. Iniciei a leitura em agosto e abandonei, retomando apenas agora. A história inicialmente não me envolveu, e juntamente com outros fatores, a vontade de lê-lo foi extinta. 


O livro narra a história de Emma e Reid, protagonistas de uma adaptação cinematográfica de orgulho e preconceito, que acabam se envolvendo em um romance longe das câmeras.
Considerações:

1º Reid não foi meu protagonista favorito;
2º Emma é ingênua demais;
3º  Graham é a melhor surpresa do livro;


Reid foi o pior protagonista que já vi, não houve nenhum momento de simpatia por ele, um garoto prepotente e arrogante. Tem muito destaque na trama, mas guardei meu carinho nesta obra para Graham .
Emma é um poço de ingenuidade. Embora seja uma garota bem resolvida, correndo atrás de sua profissão, algumas ações destoam da independência que ela aparenta ter.  Acho que faltou mais atitude para a personagem, algo mais imponente e instigante.
No livro, os personagens estão trabalhando em uma produção cinematográfica adolescente de Orgulho e Preconceito, da diva de todas as épocas, Jane Austen. Este também é o meu livro favorito, mas o envolvimento da obra não destoou com o original. 
O melhor personagem do estória foi Graham Douglas! Que se destacou de todos os demais. Gentil, cavalheiro, apaixonante. Foi o único que cativou totalmente minha atenção, ainda que não tenha aparecido tanto quanto eu gostaria. 
O livro é destinado para adolescentes, logo não encontrei grandes conflitos, ou nada de muito bombástico.
Ainda assim foi uma boa leitura. Não entrou para meus favoritos no Skoob, mas a partir de determinado ponto não consegui parar de ler, querendo saber o que aconteceria com todos
Sou fã declarada de Tammara Webber. Easy é um dos meus livros favoritos, Breakable foi perturbador e maravilhoso, minhas expectativas com Entrelinhas eram altíssimas, talvez isso tenha contribuído para minha falta de empolgação com o livro, porém como foi dito anteriormente, está é uma série, e com certeza vem muito mais por aí, o final do livro deixou muitas pontas soltas que provavelmente serão esclarecidas nos demais volumes. Por hora, colocarei em mente que este foi o final definitivo, a fila de leitura está imensa, e o desafio 2016 está rolando, não me prenderei à expectativa, mas aposto em um amadurecimento dos personagens nos próximos volumes, e tenho certeza que Tammara irá surpreender e encantar a todos, como sempre faz.


Ficha técnica:
Título: Entrelinhas
Autor: Tammara Webber
Editora: Verus Editora
Páginas: 350
Ano: 2014

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Um amor de Cinema


A ideia era postar a primeira resenha de 2016 apenas depois que todas as listas do desafio fossem postadas, porém a lista da Dessa ainda não chegou aqui, e já estamos no dia 04. Vamos iniciar as resenhas, e pra começar, um Chick Lit, nada mais, nada menos que M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! Iniciar o ano com divertimento, risos e bom humor é um pontapé inicial e tanto, e este livro está recheado de tudo isso, que o decorrer do nosso ano seja assim, repleto de coisas boas e felicidade!

Uma lista, Dois caras, Dez filmes! Que garota nunca sonhou com um amor como o das comédias românticas do cinema?


Neste irresistível romance, Kenzi Shaw, uma designer fanática por filmes, é lançada nas águas turbulentas do amor — ao estilo de Hollywood — quando seu lindo ex-namorado lhe propõe uma série de desafios relacionados a comédias românticas para reconquistar seu coração.

Que garota não gostaria de vivenciar a cena das compras de Uma linda mulher? É o desafio número dois da lista. Ou tentar fazer os passos de dança de Dirty dancing? É o número cinco. Uma lista, dez momentos românticos de filmes e várias aventuras depois, Kenzi se pergunta: ela deve se casar com o homem que sua família adora ou arriscar tudo por um amor de cinema? 



Fãs de comédias românticas, onde estão vocês? Já leram este livro? Não? O que estão esperando? Mais uma compra da Black Friday, que já chegou furando toda a fila de leitura. Um amor de cinema, da escritora Victoria Van Tiem.
Este é bem meu estilo de livro, então só pude amá-lo intensamente. Tem humor, tem romance, tem personagem fdp ( para canalizar a raiva), tem personagem atrapalhada (pra se identificar), tem tudo pra quem ama chick lit.
Kenzi é uma mulher independente, com um bom emprego, um noivo sensato, bonito, talentoso, amado por sua família. Que vida de sonhos, não? Blééé, errado, Kenzi não está tão bem assim. Sua família não a entende, sua cunhada está roubando seu melhor momento,  ela não ama seu trabalho, seu noivo é sem graça e para completar o pacote, o novo cliente da agencia publicitária onde trabalha é nada mais, nada menos que seu ex namorado Shane.
Aaaah Shane, minha nova paixão literária. Este cara é o cara e vai levar nossa Kenzi para realizar suas cenas de comédias românticas favoritas. (Onde acha um homem desses, por gentileza!)
O livro mostra o quanto é errado nos acomodarmos na vida, aceitar tudo que acontece e julgar que é suficiente, desistindo de nossos sonhos, nossas paixões, dando mais valor para as opiniões alheias e anulando as nossas. 
Leiam logo, não irão se arrepender!


Ficha técnica:
Título: Um Amor de Cinema
Autor: Victoria Van Tiem
Editora: Verus Editora
Páginas: 294
Ano: 2014

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Vai ter desafio literário sim!!!




Olá leitores, inspirado em muitos blogs que acompanhamos, vamos fazer um desafio literário no próximo ano. Diferente dos desafios que são feitos (que não conseguiríamos cumprir de jeito nenhum, porque 50 livros em um ano, é muita coisa) adaptamos um para o nosso blog, com ideias de leituras de vários outros desafios, mas numa rotina que possamos seguir sem pressão e mantendo o amor e o prazer da leitura. Será um livro por mês, com temas diferentes, e um desafio extra, que pode ser completado em qualquer tempo do ano. Todos os livros lidos serão resenhados no blog e vocês poderão acompanhar nossas opiniões por aqui. No decorrer deste mês postaremos a lista com os livros que cada integrante deverá ler no decorrer do ano. E todos estão convidados a participar desse desafio conosco, faça a sua lista e nos conte como ficou. Beijos



Janeiro
Um livro ganhado no natal de 2015
Fevereiro
Um livro que você tenha comprado pela capa
Março
Um livro que seja escrito por uma mulher
Abril
Um livro de mistério ou suspense
Maio
Um livro que tenha mais de 100 anos
Junho
Um livro que se passe em um universo com magia
Julho
Um livro com mais de 500 páginas
Agosto
Um livro que se passa em um lugar que você sempre quis visitar
Setembro
Um livro de um autor que você nunca tenha lido antes
Outubro
Um livro escrito por alguém com menos de 30 anos
Novembro
Um livro cujo título tenha uma palavra
Dezembro
Um livro que se passe no natal
Desafio Extra
Um livro da estante de uma amiga (o) que você nunca compraria